6 comentários em “Belo Monte: política, engenharia e lições de Foz do Iguaçu

  1. Boa explanação e argumentação!

    Realmente é importante ver os prós e contras destes projetos megalomaníacos para não sermos massa de manobra deste ou daquele grupo.

    Devo dizer que sou contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monto pelos motivos aqui apresentados; Principalmente porque o Brasil não precisa desta obra que irá, com certeza, trazer mais prejuízos que benefícios a população brasileira e as pessoas que vivem na região.

    Isto sem contar com os aspectos ambientais envolvidos na questão. Estamos esquecendo a biodiversidade e a população indígena. Dizer que é só mudar os índios do lugar é uma atitude simplista demais… E a fauna e a flora que se perderá? Enfim… você já citou os pontos importantes de forma bem clara.

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    • Meu amigo, que grande texto. A meu ver é imparcial, como é característica das postagens deste blog, e muito bem embasado. Parabéns!

      Ah, eu sou a favor da construção, porém compartilho dos mesmos anseios em relação à iminente corrupção que invariavelmente ocorrerá, além da certeza de que as contrapartidas sociais não serão realizadas na escala necessária.

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    • Obrigado, Valdeci.

      Concordo contigo que o Brasil não precisa desta obra em específico. Mas precisaremos de alguma(s) obra(s) no setor de energia no futuro próximo. Temos que ficar sempre atentos ao processo, qualquer que seja o local escolhido, mas uma hora alguma coisa terá que ser feita.

      Abraço.

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  2. Eu acho que existem alternativas, menos concentradoras.
    Eu vivo falando isso por ai.
    Seria muito mais fácil implementar uma rede de produtoras de energia, de todos os tipo, eólica, energia solar, etc, e cada uma, pequena e regional, teriam uma carga menor individualmente, mas a força seria a rede.
    Sobe a necessidade de consumo, aumentamos as pequenas operações com mais nódulos na rede.
    Em um cenário assim, teríamos a responsabilidade compartilhada, e cada nódulo da rede, poderia falhar que a rede assumiria temporariamente.

    Centralizar a fonte de energia em um único local é também, estrategicamente mais arriscado. Em caso de ataque militar, qualquer pais poderia simplesmente atacar Belo Monte nos deixando sem energia.

    Quando o pessoal fala em explorar as riquezas da amazônia, explorar as riquezas da natureza, não acredito que criando uma intervenção com consequências ambientais seja o melhor tipo de exploração.

    Quando algo deste porte é destinado a mãos de tecnocratas, perdemos o controle social do investimento.

    Acredito que, por mais incrível que sejam as opções de implementação de Belo Monte, devíamos pensar em modelos menores, e sem impacto negativo ao ambiente. Belo monte não tem esta característica, uma vez que irá modificar permanentemente a fauna e flora da região, e é sabido que o resultado deste empreendimento não tem como ser medido.

    E quando a água acabar?

    Grande abraço, gostei muito do teu texto.

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    • Valeu Ricardo!

      Não creio na possibilidade de um problema militar envolvendo o Brasil, mas esse tipo de grande obra realmente apresenta um risco, que aliás já se manifestou na prática: se a rede de distribuição tem um problema, toda a energia daquela usina deixa de ser fornecida, o sistema é sobrecarregado e se desliga, como ocorreu naquele apagão de dois anos atrás. Mas isso do ataque militar me lembrou de uma estória interessante, o regime militar estudou a possibilidade de usar Itaipu como arma de guerra em caso de conflito com a Argentina. A estimativa era de que a onda liberada pela represa causaria sérios danos a Buenos Aires.

      Sobre a descentralização da geração, vejo ainda outro benefício potencial: a possibilidade de concorrência. Como eu citei no texto, a energia que recebemos custa caro para o consumidor. Além de influenciar na economia doméstica, isso nos torna menos competitivos. Mas é bem verdade também que uma parte desse preço que pagamos se deve aos impostos (sempre eles…).

      Mas a possibilidade de impacto zero não existe, até pq mesmo que geradores eólicos ou solares não precisassem ocupar áreas, ainda seria necessário construí-los. A expansão humana afeta a natureza, não há como evitar. A questão é equilibrar o desenvolvimento econômico (que é essencial) com o social e o ambiental. Aí poderemos desfrutar dos ganhos por um longo período.

      Abração, e mais uma vez obrigado!

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