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Vamos escrever em português, pois ainda sou brasileiro, hehehe.

Uns tempos atrás, escrevi um texto entitulado “Countdown to 2500 movies” (contagem regressiva para os 2500 filmes). Na lista que mantenho com os filmes a que assisti, faltava pouco para chegar aos 2500; fiquei sem escrever aqui por um tempo, a barreira de 2500 filmes ficou para trás, então está na hora de falar um pouco mais sobre o assunto. Sei que outros cinéfilos gostam de listas e estatísticas tanto quanto eu, então vou oferecer algumas sobre os filmes da minha relação.

Para começar, a distribuição temporal deles:

Década Número de Filmes Porcentagem sobre o total
1880 2 0.08
1890 8 0.32
1900 8 0.32
1910 17 0.67
1920 47 1.85
1930 67 2.64
1940 65 2.56
1950 78 3.07
1960 83 3.27
1970 85 3.35
1980 267 10.52
1990 671 26.43
2000 981 38.64
2010 160 6.30
Total 2539 100

Os filmes mais antigos da lista incluem as primeiras e mais rudimentares tentativas de exibir imagens em movimento, dentre elas Sallie Gardner at a Gallop (também conhecida como A Horse in Motion), primeira exibição de imagens em movimento, criada projetando rapidamente uma sequência de fotos, e Roundhay Garden Scene, primeira gravação feita em filme. O filme mais recente que eu vi é Professor Peso Pesado (Here Comes the Boom), que está sendo exibido nos cinemas australianos, mas só chegará ao Brasil em 2013, e direto em DVD.

Uma fonte que eu consulto às vezes é a lista estendida dos livros “1001 filmes para ver antes de morrer”. Por lista estendida, quero dizer a relação de todos os filmes que foram incluídos ao longo das várias edições, sem remover os que foram substituídos. Essa lista conta com 1079 filmes, dos quais eu vi 381, o equivalente a 35.31%.

Do “Top 250″ do Internet Movie Database (IMDb), eu vi 224. Dentre os vencedores do Oscar de melhor filme, vi 60 dos 84 (71.43%). Das 100 maiores bilheterias mundiais, vi 79. Interessante é que quase todos os 21 que eu não vi são continuações (em particular, terceiras ou quartas partes de franquias cansadas) e a saga Crepúsculo (não vi nenhum, nem tenho vontade de vê-los).

O que me derruba mesmo é a lista do British Film Institute (BFI). Dos 250 filmes em questão, assisti a apenas 102 (40.80%). Dentre os primeiros 80 filmes, a média até ia bem, pois a lista se concentra em filmes que quase sempre aparecem em listas de melhores, e que – por extensão – são conhecidos da maioria dos cinéfilos. Dali para baixo, muita coisa fica de fora da minha lista.

Bom, é isso aí. Quem gosta de estatísticas pode se divertir um pouco (e, provavelmente, comparar com suas próprias).

 

 

 

 

 

 

 

 

Até o ano passado, eu publicava no blog a minha lista de preferência dos filmes do ano anterior. Resolvi fazer diferente em 2012; vou divulgar minhas preferências por categoria, à la Oscar – embora não exatamente as mesmas categorias do prêmio da AMPAS. Vale lembrar que só são elegíveis filmes lançados comercialmente no Brasil entre primeiro de janeiro e 31 de dezembro de 2011 – e por comercialmente entenda-se que não contam filmes exibidos apenas em mostras ou festivais. Quem gosta daquela lista que eu publicava não precisa se preocupar: ela estará no fim desta postagem. Mas antes…

Artista revelação *

Elle Fanning – atriz, por Um Lugar Qualquer e Super 8
Frankie e George McLaren – atores, por Além da Vida
George Nolfi – diretor, por Os Agentes do Destino
J.C. Chandor – roteirista, por Margin Call – O Dia Antes do Fim
Jennifer Lawrence – atriz, por Inverno da Alma e X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: Jennifer Lawrence.

Melhor Maquiagem

Bravura Indômita
Deixe-Me Entrar
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Incêndios
X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: X-Men: Primeira Classe.

Melhor Direção de Arte

Cópia Fiel
Deixe-Me Entrar
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Inverno da Alma
Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhor Figurino

Bruna Surfistinha
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Meia-Noite em Paris
Sucker Punch – Mundo Surreal

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhores Efeitos Visuais

A Árvore da Vida
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Melancolia
Sucker Punch – Mundo Surreal
Super 8

E o prêmio vai para: Melancolia.

Melhores Efeitos Sonoros

A Árvore da Vida
Bravura Indômita
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Sucker Punch
Super 8

E o prêmio vai para: Super 8.

Melhor Trilha Sonora **

Além da Vida
A Árvore da Vida
Hanna
Um Lugar Qualquer
Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhor Fotografia

Além da Vida
A Árvore da Vida
Inverno da Alma
Meia-Noite em Paris
Melancolia

E o prêmio vai para: A Árvore da Vida.

Melhor Roteiro Adaptado

Os Agentes do Destino
Bravura Indômita
Em um Mundo Melhor
Incêndios
X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: X-Men: Primeira Classe.

Melhor Roteiro Original

Além da Vida
Margin Call – O Dia Antes do Fim
Meia-Noite em Paris
Um Lugar Qualquer
Super 8

E o prêmio vai para: Além da Vida.

Melhor Edição

Os Agentes do Destino
A Árvore da Vida
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Melancolia

E o prêmio vai para: A Árvore da Vida.

Melhor Desempenho de Elenco

Além da Vida
Os Agentes do Destino
Em um Mundo Melhor
Margin Call – O Dia Antes do Fim
O Vencedor

E o prêmio vai para: O Vencedor.

Melhor Atuação Coadjuvante Feminina

Charlotte Gainsbourg – Melancolia
Mélissa Désormeaux-Poulin – Incêndios
Melissa Leo – O Vencedor
Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento
Mila Kunis – Cisne Negro

E o prêmio vai para: Mélissa Désormeaux-Poulin.

Melhor Atuação Coadjuvante Masculina

Christian Bale – O Vencedor
John Hawkes – Inverno da Alma
Matt Damon – Bravura Indômita
Maxim Gaudette – Incêndios
Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: John Hawkes.

Melhor Atuação Feminina

Deborah Secco – Bruna Surfistinha
Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
Kirsten Dunst – Melancolia
NataliePortman – Cisne Negro
Trine Dyrholm - Em um Mundo Melhor

E o prêmio vai para: Natalie Portman.

Melhor Atuação Masculina

Colin Firth – O Discurso do Rei
James Franco – 127 Horas
Javier Barden – Biutiful
Mikael Persbrandt – Em um Mundo Melhor
William Shimell – Cópia Fiel

E o prêmio vai para: Colin Firth.

Melhor Direção

Clint Eastwood – Além da Vida
Irmãos Coen – Bravura Indômita
Lars Von Trier – Melancolia
Terrence Malik – A Árvore da Vida
Woody Allen – Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Terrence Malick.

Melhor Filme

A Árvore da Vida
Em um Mundo Melhor
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Meia-Noite em Paris
Melancolia

E o grande vencedor é A Árvore da Vida, melhor filme de 2011.

No total, 25 filmes diferentes receberam indicações. Os mais indicados foram A Árvore da Vida, Harry Potter, Meia-Noite em Paris e Melancolia, com 7 indicações cada um. Os que levaram mais prêmios foram A Árvore da Vida (4), Meia-Noite em Paris (3) e X-Men (2).  Outros oito filmes dividiram os prêmios restantes.

Aqui vai a lista dos filmes que eu vi, em ordem de preferência.

01. A Árvore da Vida (The Tree of Life, Terrence Malick, 2011)
02. Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, Woody Allen, 2011)
03. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2, David Yates, 2011)
04. Em um Mundo Melhor (Haevnen, Susanne Bier, 2010)
05. Melancolia (Melancholia, Lars Von Trier, 2011)
06. X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, Matthew Vaughn, 2011)
07. Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofski, 2010)
08. Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, George Nolfi, 2011)
09. Bravura Indômita (True Grit, Joel & Ethan Coen, 2010)
10. O Vencedor (The Fighter, David O. Russel, 2010)
11. Um Lugar Qualquer (Somewhere, Sofia Coppola, 2010)
12. Além da Vida (Hereafter, Clint Eastwood, 2010)
13. Incêndios (Incendies, Denis Villeneuve, 2010)
14. Margin Call – O Dia Antes do Fim (Margin Call, J.C. Chandor, 2011)
15. Super 8 (idem, J.J. Abrams, 2011)
16. Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio (Fast Five, Justin Lin, 2011)
17. Bruna Surfistinha (idem, Marcus Baldini, 2011)
18. Deixe-me Entrar (Let Me In, Matt Reeves, 2010)
19. Hanna (idem, Joe Wright, 2011)
20. 127 Horas (127 Hours, Danny Boyle, 2010)
21. Capitão América – O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, Joe Johnston, 2011)
22. O Discurso do Rei (The King’s Speech, Tom Hooper, 2010)
23. Namorados para Sempre (Blue Valentine, Derek Cianfrance, 2010)
24. A Mentira (Easy A, Will Gluck, 2010)
25. Cópia Fiel (Copie conforme, Abbas Kiarostami, 2010)
26. Inverno da Alma (Winter’s Bone, Debra Granik, 2010)
27. Confiar (Trust, David Schwimmer, 2010)
28. Biutiful (idem, Alejandro Gonzáles Iñárritu, 2010)
29. Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch, Zack Snyder, 2011)
30. Quebrando o Tabu (idem, Fernando Grostein Andrade, 2011)
31. A Hora do Espanto (Fright Night, Craig Gillespie, 2011)
32. Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, Rupert Wyatt, 2011)
33. Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, John Cameron Mitchell, 2010)
34. Incontrolável (Unstoppable, Tony Scott, 2010)
35. Amizade Colorida (Friends with Benefits, Will Gluck, 2011)
36. Cowboys & Aliens (idem, Jon Favreau, 2011)
37. Thor (idem, Kenneth Branagh, 2011)
38. O Mágico (L’illusionniste, Sylvain Chomet, 2010)
39. O Caçador de Trolls (Trolljegeren, André Ovedral, 2010)
40. Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, Paul Feig, 2011)
41. Padre (Priest, Scott Charles Stewart, 2011)
42. Contágio (Contagion, Steven Soderbergh, 2011)
43. Lanterna Verde (Green Lantern, Martin Campbell, 2011)
44. Pânico 4 (Scream 4, Wes Craven, 2011)
45. A Casa (La casa muda, Gustavo Hernández, 2010)
46. Terror na Água (Shark Night 3D, David R. Ellis, 2011)
47. Primitivo (Primal, Josh Reed, 2010)

* O prêmio de artista revelação não se refere exclusivamente a artistas que nunca haviam participado de nenhum filme, podendo incluir artistas que nunca haviam recebido oportunidade de se destacar, e quando receberam pela primeira vez, souberam aproveitar. Na categoria em questão, é avaliado apenas o desempenho na função estabelecida – por exemplo, embora J.C. Chandor também seja o diretor de Margin Call, ele se destaca na função de roteirista.

** Ao contrário do Oscar, aqui não há distinção entre trilha sonora composta especificamente para o filme e trilha sonora que utiliza música já existente. O filme que melhor utilizou música para criar atmosfera e complementar a narrativa é premiado.

Victor Fleming, diretor americano

Depois de algum atraso, em função do Festival CeC de Cinema Francês, finalmente chegou a hora de publicar para vocês, caros leitores, o resultado da votação para escolher os melhores filmes da década de 1930. Um período que esconde riqueza quase inestimável para quem não se aventurar a descobrir a quantidade de bons filmes, que serviram de inspiração para muito do que veio depois. Vamos ao resultado:

01. E o Vento Levou (Gone With the Wind, Victor Fleming, 1939)
02. Luzes da Cidade (City Lights, Charles Chaplin, 1931)
03. M – O Vampiro de Dusseldorf (M, Fritz Lang, 1931)
04. A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, Frank Capra, 1939)
05. Tempos Modernos (Modern Times, Charles Chaplin, 1936)
06. O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, Victor Fleming, 1939)
07. Levada da Breca (Bringing Up Baby, Howard Hawks, 1938)
08. No Tempo das Diligências (Stagecoach, John Ford, 1939)
08. Do Mundo Nada Se Leva (You Can’t Take it With You, Frank Capra, 1938)
10. A Grande Ilusão (La grande illusion, Jean Renoir, 1937)
11. Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, Frank Capra, 1934)
12. Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth, Leo McCarey, 1937)
13. Os 39 Degraus (The 39 Steps, Alfred Hitchcock, 1935)
14. Fogo de Outono (Dodsworth, William Wyler, 1936)
15. Monstros (Freaks, Tod Browning, 1932)
16. Vampyr (idem, Carl Theodor Dreyer, 1932)
16. A Regra do Jogo (Le règle du jeu, Jean Renoir, 1939)
18. Nada de Novo no Front, ou Sem Novidade no Front (All Quiet on the Western Front, Lewis Milestone, 1930)
19. Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, David Hand et al, 1937)
19. Ninotchka (idem, Ernst Lubitsch, 1939)

Ao todo, tivemos 12 votantes (número maior do que o relativo à eleição da década de 1940), sendo seis listas com 20 filmes, duas com 15, uma com 12 e três com 10. Infelizmente, o número reduzido de participantes cria algumas pequenas distorções, em especial na parte inferior da tabela. Nada de Novo no Front e Branca de Neve e os Sete Anões foram citados em apenas duas listas, um número muito pequeno, mas conseguiram lugares na lista. Houve empates na 8ª, 16ª e 19ª posições.

Desta vez, tivemos Victor Fleming em primeiro e em sexto, Charles Chaplin em segundo e quinto, Frank Capra em quarto, nono e décimo-primeiro e Jean Renoir em décimo e décimo-sétimo. William Wyler, Leo McCarey e Howard Hawks também vieram forte, com um filme cada no top 20 e outros filmes pouco abaixo. Dois cineastas importantes do período, Leni Riefenstahl e Jean Vigo ficaram de fora. No caso da alemã, por pouco, atingiu a 21ª posição. Já o francês precisou se contentar com uma mísera 35ª, com sua obra-prima O Atalante (e também com a 56ª para Zero de Conduta). Temos ainda na lista o início do grande sucesso que viria no futuro para Alfred Hitchcock e John Ford.

Em termos de gêneros, foi um desbunde. Temos as comédias de Chaplin e Capra, suspense, musical, western, guerra, animação, drama familiar, drama social e até o terror foi respeitado e bem representado, com Vampyr e Monstros no top 20. E, caso raro, um documentário chegou muito perto – mais uma vez, Leni Riefenstahl e seu O Triunfo da Vontade.

Quando falamos de países de origem, é interessante notar que temos dois filmes alemães (M – O Vampiro de Dusseldorf e Vampyr) e dois filmes franceses (A Grande Ilusão e A Regra do Jogo), além, é claro, do Hitchcock representando a terra da rainha com seu Os 39 Degraus. Confesso que esperava um pouco mais, até por gostar muito de O Triunfo da Vontade e de O Atalante. No último dia eu ainda vi um filme japonês muito bom (Eu Nasci, Porém…, do diretor Yasujirô Ozu), que tenho quase certeza que outros dois ou três votantes teriam citado nas listas, mas acho que não tiveram tempo de ver. Mas, enfim, marca mais uma década aí na conta dos EUA, hehehe.

Dos 70 filmes diferentes citados (seis a mais do que na década de 1940), 31 foram lembrados por apenas um usuário. Outros treze (incluindo dois do top 20) apareceram nas listas de apenas dois participantes. Nenhum filme foi citado por todos os votantes. Os mais lembrados (a trinca E o Vento Levou, Luzes da Cidade e A Mulher Faz o Homem) apareceram em 10 das 12 listas.

Se fôssemos ordenar o resultado em função da média de pontos por lista em que o filme apareceu (considerando apenas filmes citados por três ou mais usuários), teríamos E o Vento Levou ainda em primeiro, com média 17,20 sobre um total possível de 20, muito bom. A seguir viriam M – O Vampiro de Dusseldorf (17,13), Luzes da Cidade (15,40), O Mágico de Oz (14,60), Tempos Modernos (14), Cupido é Moleque Teimoso (13,75), No Tempo das Diligências (13,60), A Mulher Faz o Homem (13,40), Vampyr (13) e Levada da Breca (12), fechando o top 10.

As listas de outras décadas:

Melhores filmes da década de 1930 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1940

Melhores filmes da década de 1940 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1950
Melhores filmes da década de 1950 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1960

Melhores filmes da década de 1960 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1970
Melhores filmes da década de 1970 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1980
Melhores filmes da década de 1980 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1990
Melhores filmes da década de 1990 – a minha lista
Melhores filmes da década de 2000
Melhores filmes da década de 2000 – a minha lista

Exatos dois meses atrás, eu postava aqui no blog a minha lista de 20 filmes preferidos da década de 1940, lista essa através da qual eu votei na eleição de melhores filmes por década que viemos realizando no fórum Cinema em Cena. Com o término daquela seleção, abrimos por lá a escolha dos melhores da década de 1930, e no início dos trabalhos eu fiz uma pré-seleção dos filmes da década em questão que eu já tinha visto e considerava dignos de figurar em uma relação de melhores. Meu primeiro rascunho continha apenas 12 filmes: Os 39 Degraus, O Anjo Azul, Branca de Neve e os Sete Anões, Dois Caipiras Ladinos, O Galante Mr. Deeds, King Kong, Luzes da Cidade, A Mulher Faz o Homem, Scarface – A Vergonha de uma Nação, No Tempo das Diligências, Tempos Modernos e O Triunfo da Vontade. Mesmo sendo o atual organizador das votações de melhores de cada década, achei que estava atingindo meu limite, me pareceu que seria bastante complicado conseguir criar um top 20 de filmes realmente meritosos.

Entretanto, uma daquelas conjunções astrais aconteceram: além de ter tempo disponível e de estar no clima apropriado para ver filmes, contei com o apoio de alguns colegas de fórum, com os quais acabei criando uma espécie de clube temporário informal, todos empolgados debatendo os filmes vistos e dando sugestões. Baseado no amor pelo cinema e alimentado pelo trabalho em equipe, passei por um dos mais prazerosos processos de imersão em cinema da minha vida. Mais do que dobrei a quantidade de filmes da década de 1930 que já vi, conheci alguns clássicos que eu havia negligenciado até então e ainda descobri grandes filmes dos quais nunca tinha ouvido falar. De quebra, pude cobrir formatos diferentes (longa e curta-metragens; live-action e animação) e muitos gêneros (desde o terror até o musical). Assisti a filmes americanos, claro (entre eles E o Vento Levou e O Mágico de Oz, dois dos meus pecados redimidos), além de ingleses (Pigmaleão), franceses (A Grande Ilusão, A Regra do Jogo, Terra Sem Pão, A Idade do Ouro, Fétiche e os quatro filmes de Jean Vigo), alemães (Vampyr e M – O Vampiro de Dusseldorf), um russo (Alexandre Nevski) e até um japonês (Eu Nasci, Porém…).

E qual foi o resultado de tudo isso? Vocês descobrem agora:

01. A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, Frank Capra, 1939)
02. M – O Vampiro de Dusseldorf (M, Fritz Lang, 1931)

03. E o Vento Levou (Gone With the Wind, Victor Fleming, 1939)
04. Tempos Modernos (Modern Times, Charles Chaplin, 1936)
05. Luzes da Cidade (City Lights, Charles Chaplin, 1931)
06. O Triunfo da Vontade (Triumph des Willens, Leni Riefenstahl, 1935)
07. A Grande Ilusão (La grande illusion, Jean Renoir, 1937)
08. Fogo de Outono (Dodsworth, William Wyler, 1936)
09. O Atalante (L’atalante, Jean Vigo, 1934)
10. No Tempo da Diligências (Stagecoach, John Ford, 1939)

11. Vampyr (idem, Carl Theodor Dreyer, 1932)
12. Eu Nasci, Porém… (Otona no miru ehon – Umarete wa mita keredo, Yasujirô Ozu, 1932)
13. O Anjo Azul (Der blaue Engel, Josef von Sternberg, 1930)
14. Os 39 Degraus (The 39 Steps, Alfred Hitchcock, 1935)
15. Monstros (Freaks, Todd Browning, 1932)
16. Pigmaleão (Pygmalion, Anthony Asquith & Leslie Howard, 1938)
17. Fétiche (idem, Wladyslaw Starewicz, 1934)
18. Do Mundo Nada se Leva (You Can’t Take it With You, Frank Capra, 1938)
19. O Velho Moinho (The Old Mill, Wilfred Jackson, 1937)
20. Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth, Leo McCarey, 1937)

Pois é, no fim consegui fazer um top 20, e cinco daqueles doze filmes da primeira lista acabarem nem entrando (assim como outros bons filmes que vi no período). Em alguns casos, como animação e terror, me senti como um arqueólogo que chega mais próximo de encontrar o elo perdido. Também fiquei conhecendo melhor um dos meus diretores preferidos, Frank Capra, através dos filmes Aconteceu Naquela Noite e Do Mundo Nada se Leva, que se juntaram a outros sete filmes do diretor que eu já conhecia. Pode-se dizer que a minha lista acabou refletindo bem a intensidade do mergulho nos filmes do período. Há um pouco de tudo, numa deliciosa salada. Meu diretor preferido – Hitchcock – aparece mais uma vez. No meio de vários filmes renomados, dos quais eu já esperava bastante, as grandes surpresas foram Fogo de Outono, Vampyr, Eu Nasci, Porém…, Monstros, Pigmaleão e Fétiche, dos quais nunca tinha ouvido falar, e são todos grandes obras. Se a lista fosse ter mais um título, seria provavelmente Scarface – A Vergonha de uma Nação. Outra opção seria I Love to Singa, curta de animação. E, em função de toda aquela internacionalidade já citada, a lista acabou tendo 10 filmes não-americanos, a maior proporção entre todas as minhas listas. A Alemanha pré-guerra mandou bem, colocou quatro filmes, sendo dois no top 10.

Agora é a hora de começar a pensar nos filmes anteriores à decada de 1930. Um desafio maior ainda à frente. Vamos lá!

As listas de outras décadas:

Melhores filmes da década de 1930
Melhores filmes da década de 1940

Melhores filmes da década de 1940 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1950
Melhores filmes da década de 1950 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1960

Melhores filmes da década de 1960 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1970
Melhores filmes da década de 1970 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1980
Melhores filmes da década de 1980 – a minha lista
Melhores filmes da década de 1990
Melhores filmes da década de 1990 – a minha lista
Melhores filmes da década de 2000
Melhores filmes da década de 2000 – a minha lista

Recentemente, foi realizado no fórum Cinema em Cena um festival dedicado a adaptações de histórias em quadrinhos para o cinema. O festival consistia de duas etapas, a preparação de uma lista, seguida pela elaboração de resenha para um dos filmes. Acabei não participando da segunda parte, mas a lista eu preparei, e agora vou compartilhá-la com vocês. Vale explicar que não havia número pré-estabelecido de filmes para as listas, cada participante escolhia a quantidade que quisesse. A forma da lista também não era restrita.

Confesso que, em um primeiro momento, fiquei um pouco perdido buscando uma forma de iniciar o trabalho (afinal, nada deixa alguém mais perdido do que permitir que ele vá para qualquer direção que quiser, hehehe). Quando comecei a elencar os possíveis candidatos, percebi que, de certa forma, eu acompanhei o desenvolvimento das adaptações de HQ. Claro que não vi os primeiros Superman quando foram lançados (nasci em 1980), mas assisti aos quatro antes do lançamento do Batman de Tim Burton, e de lá para cá sempre estive a par dos novos lançamentos, e pude conferir mais da metade deles na telona. Assim sendo, a ordem que escolhi é a cronológica (e, para mim, autobiográfica).

Superman – O Filme (Superman, Richard Donner, 1978)

Superman é o maior ícone da cultura pop norte-americana, e sempre foi o meu personagem de HQ preferido. Há uma boa chance, aliás, que seja meu personagem preferido dentre todos. Não sou um fã cego, há coisas no filme do Donner que não funcionam mais – se é que funcionaram na época – como o humor bobo e o vilão pouco assustador. Mas nada disso consegue apagar em mim a emoção de ver Superman atravessar os céus, ao som magistral da música de John Williams, para salvar aquilo que não parece mais passível de salvação. É graças a este filme, com roteiro de Mario Puzo (escritor de O Poderoso Chefão) e contando com Marlon Brando no eleco, que as HQs começaram a ter espaço no cinema como fonte de inspiração digna de respeito.

Extra: veja a posição de Superman – O Filme na lista de melhores filmes da década de 1970 feita pelos usuários do fórum CeC (aqui) e na minha lista pessoal (aqui).

Batman (idem, Tim Burton, 1989)

Verdade seja dita, esse filme é pesado demais e intrincado demais para uma criança entender plenamente. Isso não me impediu, entretanto, de me divertir horrores com a obra do Burton. Ainda me lembro de comentar o filme com amigos na infância (e uma das cenas mais faladas era a do revolver de cano quase infinito que o Coringa sacava). Várias revisões depois, a obra ganhou em profundidade e descobri o seu grande valor estético. Mas a diversão continua lá, firme e forte. Até hoje, é uma das minhas adaptações de HQ preferidas.

Extra: veja a posição de Batman na minha lista de melhores filmes da década de 1980 (aqui).

X-Men: O Filme (X-Men, Bryan Singer, 2000)

Quando se diz que o pavoroso Batman & Robin dirigido por Joel Schumacher quase enterrou as adaptações de HQ, não é brincadeira. Aquela lamentável salada de más idéias fez com que os outros heróis das páginas de revista fossem deixados de lado. Até que chegou a notícia de que iriam fazer um filme dos X-Men. Não só fizeram um filme, fizeram um filmaço e acharam uma mina de ouro. Revi este por causa do festival, e subiu no meu conceito, por ser uma mistura exata de drama, ação e humor. Se Superman - O Filme é o pai das adaptações de HQ, o Batman do Burton é aquele tio divertido e X-Men – O Filme é, definitivamente, o irmão mais velho.

X-Men 2 (X2, Bryan Singer, 2003)

E se X-Men foi um belo filme que reabriu as portas para as adaptações de HQs, X-Men 2 pegou as ideias do primeiro e levou além. Este segundo exemplar da franquia é mais profundo em suas questões, tem ação mais refinada e consegue criar um antagonista fantástico que não tem super-poderes.

Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2, Sam Raimi, 2004)

Homem-Aranha já foi um belo filme, mostrando que X-Men não havia sido uma tacada de sorte; ao contrário, era possível criar muitos filmes bons e lucrativos explorando o universo das HQs. Mas Homem-Aranha 2 levou tudo isso a outro nível. Um drama denso, o romance menos meloso que no primeiro, cenas de ação magníficas, humor contido e que funciona, elenco todo afiado e o melhor vilão da franquia, com sobras. O segundo filme da trilogia Homem-Aranha é a melhor adaptação de HQs de super-heróis, até agora.

Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City, Frank Miller & Robert Rodriguez, 2005)

Se ainda hoje meu conhecimento sobre comic books e graphic novels não é lá grande coisa, em 2005 era mais limitado ainda. Isso provavelmente aumentou o impacto de me deparar, no cinema, com o visual de Sin City, o preto e branco, com uma ou outra cor cuidadosamente aplicada, os enquadramentos, a sensação de movimento. Depois de algumas revisões, caiu um pouco na minha preferência, mas ainda acho um filme marcante e muito bem feito.

Extra: veja a posição de Sin City – A Cidade do Pecado na minha lista de melhores filmes da década de 2000 (aqui).

Marcas da Violência (A History of Violence, David Cronenberg, 2005)

Filmes como Estrada para Perdição e Marcas da Violência não parecem adaptações de HQ. E por isso mesmo são ótimos argumentos para acabar com eventuais preconceitos ainda existentes na mentalidade de quem pensa que HQ é tudo bobagem feita para crianças e adolescentes. E, se é possível dizer que Estrada para Perdição fez a passagem para o cinema primeiro, Marcas da Violência o fez com uma classe e uma intensidade quase incomparáveis. Cronenberg monta o palco de forma magistral, e Mortensen sobe neste palco e mostra porque é, sem dúvida, um dos melhores atores em atividade.

Extra: veja a posição de Marcas da Violência na lista de melhores filmes da década de 2000 feita pelos usuários do fórum CeC (aqui) e na minha lista pessoal (aqui).

Superman – O Retorno (Superman Returns, Bryan Singer, 2006)

O filme pelo qual eu tive mais expectativa, sem sombra de dúvida. Depois de quase duas décadas, Superman voltaria ao cinema. E, tanto para fãs quanto para não-fãs, foi menos do que se esperava. Mesmo assim, salta aos olhos o carinho com que Singer tratou cada cena. O resgate do avião é a prova disso. Não há um segundo a mais ou a menos; nenhum enquadramento escolhido ao acaso; e a trilha sonora casa perfeitamente com a imagem. E há outros exemplos de beleza estética, como quando o Homem de Aço sobe acima das nuvens e banha-se em luz do sol. Se o cinema é a arte da imagem em movimento, Superman – O Retorno merece algum respeito.

Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, Christopher Nolan, 2008)

Não acho que O Cavaleiro das Trevas seja tão bom quanto alguns dizem; a meu ver, certamente não é um dos melhores filmes da história. Mas tem o mérito de ter captado de forma brilhante o que o público queria: uma aventura verossímil, sem maniqueísmo, mas com ação e emoção. Se Batman Begins exagerou no realismo e nas explicações, The Dark Knight mantém a idéia de que “isso poderia acontecer”, mas esquece o detalhismo e abre espaço para a ação e o drama deslancharem.

Watchmen – O Filme (Watchmen, Zack Snyder, 2009)

Das nem tantas HQs que eu li, Watchmen é facilmente a melhor. O filme vai lá e muda o emblemático final, e consegue criar algo ainda mais potente e que aprofunda ainda mais a questão sobre a dicotomia entre as ações de heróis e vilões e seu valor como ícones. Sem contar que a estética, que emula os quadrinhos, mas sem a fidelidade canina de Sin City, é um show à parte. Destaque para o trecho em que o Doutor Manhattan vai para Marte e revê sua trajetória pessoal. Poético na obra literária, poético na obra cinematográfica.

Scott Pilgrim contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. The World, Edgar Wright, 2010)

A bola da vez em termos de arte contemporânea é a cultura geek, e Scott Pilgrim contra o Mundo é o melhor exemplar dessa cultura no cinema. A edição é fantástica, o elenco casa muito bem com os personagens (nem mesmo o sempre fraco Michael Cera prejudica) e a condução da trama é tão competente que aquele frenesi torna-se algo divertido e fácil de acompanhar. Sem contar que, vá lá, um final feliz de vez em quando faz bem para o espírito.

X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, Matthew Vaughn, 2011)

Assisti um dia antes do prazo de entrega para o festival, com a lista já pronta, mas tive que adicioná-lo. E não é só por ser o exemplar mais recente das adaptações de HQ, mas é por ser um filmaço, empolgante, sensível, visualmente interessante, mas, acima de tudo, feito com coração, feito com carinho e respeito pelo material de que dispunha. Um exemplo. X-Men: Primeira Classe coloca a franquia dos mutantes como a que atingiu o melhor nível nos cinemas até agora, destre as adaptações de histórias em quadrinhos (mesmo com os fracos X-Men 3 e Origens: Wolverine). E, convenhamos, a lista começa e termina com estórias de origem. Um adágio bastante promissor para as adaptações de HQ.

Continuando com a homenagem a Michael Jackson, está na hora de falar mais sobre a música dele. Vou listar para vocês, leitores, as minhas favoritas dentro da vasta discografia do cantor. Em carreira solo, Michael lançou 11 discos com canções inéditas: Got to Be There (1972); Ben (1972); Music & Me (1973); Forever, Michael (1975); Off the Wall (1979); Thriller (1982); Bad (1987); Dangerous (1991); HIStory: Past, Present and Future Book I (1995 – este incluindo um CD coletânea e um de inéditas); Blood on the Dancefloor: HIStory on the Mix (1997 – com 5 canções inéditas e 8 remixes de faixas de HIStory); e Invincible (2001). Além destes, foi lançado este ano um disco póstumo chamado Michael, com faixas inéditas. Junto com os irmãos, lançou 10 álbuns pelo Jackson 5 e outros 6 com The Jacksons. Há ainda parcerias com outros artistas, como Paul McCartney, Stevie Wonder, Diana Ross e o projeto USA for Africa. No total, tratam-se de algumas centenas de canções, muitas das quais são marcos da cultura popular. Fazer uma lista das minhas preferidas foi difícil, mas também foi prazeroso. Vamos lá:

25. I’ll Be There: lançada com o Jackson 5, no álbum com o inspirado título de Third Album, no ano de 1970;
24. We Are the World: lançada em um álbum homônimo de 1985, que traz vários artistas em projeto beneficente chamado USA for Africa, organizado por Michael Jackson e Lionel Ritchie;
23. Human Nature: do álbum Thriller;
22. ABC: com o Jackson 5, do álbum ABC, de 1970;
21. Scream: dueto com Janet Jackson, do álbum HIStory;

Até agora, mesmo nas últimas posições do ranking, já temos três canções daquelas que todo mundo conhece, inclusive ABC, que virou um dos símbolos da carreira de Michael. Afinal, quem não se lembra dele, ainda criança, cantando e dançando?

20. They Don’t Care About Us: do álbum HIStory;
19. Rockin’ Robin: cover de Bobby Day, lançado no primeiro álbum solo de Michael, Got to Be There;
18. Blame it on the Boogie: com os Jacksons, lançada no álbum Destiny, de 1978;
17. Remember the Time: de Dangerous;
16. Give in to Me: Michael Jackson versão “pesada”, com direito a Slash tocando guitarra. Lançada no álbum Dangerous;

Duas da década de 1970, três dos anos 1990. E aqui aparece ainda o único cover da lista; e, se é para fazer cover, que seja bem feito: Rockin’ Robin fica ótima na interpretação do Michael.

15. Wanna Be Startin’ Something: do álbum Thriller;
14. Ben: do álbum de mesmo nome, segundo da carreira solo de Jackson;
13. Jam: do álbum Dangerous;
12. Thriller: do álbum de mesmo nome;
11. State of Shock: com os Jacksons, lançada no álbum Victory, de 1984. Conta com vocais de Mick Jagger;

Pois é, Thriller e Wanna Be Startin’ Something já ficaram pelo caminho, não chegaram ao meu top 10. Tenho certeza de que muita gente vai estranhar a presença de State of Shock, mas adoro essa música. Vale a pena procurar também a versão demo em que Michael canta com Freddie Mercury, que não pôde participar da gravação e acabou sendo substituído pelo vocalista dos Rolling Stones.

E agora vêm as dez primeiras!

10. Morphine: do álbum Blood on the Dancefloor. Esta é outra que certamente causará estranheza, é uma faixa pouco conhecida de um disco não muito estimado. Mas é ao mesmo tempo peculiar e excelente. Tem um clima pesado, soturno, e a interpretação do Jackson é carregada de energia.

09. Say Say Say: em parceria com o ex-Beatle Paul McCartney (parceria essa que também rendeu The Girl Is Mine, do álbum Thriller). Say Say Say foi lançada no álbum Pipes of Peace, de McCartney, em 1983. O baixo dessa música é daqueles para não esquecer nunca mais, fantástico.

08. The Way You Make Me Feel: do álbum Bad. Em quase qualquer álbum, essa canção seria destaque absoluto. Em Bad, quase parece mediana; mas é um grande trabalho, que flui de forma sensual e contagiante.

07. Black or White: a mais conhecida do álbum Dangerous, uma das várias letras de cunho social de Michael, e uma excelente mistura de música eletrônica com guitarra.

06. Don’t Stop ‘Til You Get Enough: do álbum Off the Wall, uma das faixas mais famosas de Jackson, e o início da revolução que ele viria a causar no mundo da música.

05. Bad: do álbum de mesmo nome. Bad é uma canção enérgica, com batida forte, arranjos excelentes e desempenho vocal magnífico de Jackson.

04. Billie Jean: do álbum Thriller. Essa é considerada pela maioria como a melhor música de Michael. E não faltam motivos, além de excelente, é inovadora e também divertida. Eu gosto muito, muito mesmo. Mas menos que…

03. Man in the Mirror: do álbum Bad. Essa canção é extremamente tocante, linda nos acordes, linda na letra. Os backing vocals são incríveis, talvez os melhores da discografia do Jackson. É daqueles que eu não ouço sem me emocionar.

02. Smooth Criminal: também do álbum Bad que, confesso, é meu preferido do Michael. Smooth Criminal é fantástica em tudo.

E agora você deve estar pensando: “ou esse cara vai aprontar uma das grandes, ou o primeiro lugar só pode ser um”. E é:

01. Beat It: do álbum Thriller. Por mais que eu goste de pop, o rock é meu estilo preferido. Então o que poderia ser melhor do que juntar o talento de Michael com arranjos e vocais pop à guitarra de ninguém menos que Eddie Van Halen? A resposta é nada. Beat It é minha música preferida dentre todas as que Michael Jackson lançou na carreira.

Bom, chegamos ao fim da lista. Espero que vocês tenham gostado. Ao olhar para essas 25 músicas, não tenho nenhuma dúvida da solidez, vitalidade e ousadia da carreira de Michael Jackson. Mas ainda vou falar mais do rei do pop. Aguardem.

Outros textos da série sobre Michael Jackson:

Michael Jackson – Uma Homenagem
Michael Jackson – meus 15 clipes preferidos

Bom dia, amigos! Vocês se lembram que pouco mais de um mês atrás, no fórum Cinema em Cena, elegemos os melhores filmes da década atual? Pois bem, ontem divulgamos o resultado da votação para os melhores filmes da década de 1990. Direto ao assunto:

01. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, Quentin Tarantino, 1994)
02. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, Terrence Malick, 1998)
03. Os Bons Companheiros (Goodfellas, Martin Scorsese, 1990)
04. Os Imperdoáveis (Unforgiven, Clint Eastwood, 1992)
05. O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, Jonathan Demme, 1991)
06. Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, Quentin Tarantino, 1992)
07. Se7en – Os Sete Crimes Capitais (Se7en, David Fincher, 1995)
08. De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, Stanley Kubrick, 1999)
09. O Sexto Sentido (The Sixth Sense, M. Night Shyamalan, 1999)
10. Magnólia (Magnolia, Paul Thomas Anderson, 1999)
11. O Rei Leão (The Lion King, Roger Allers e Rob Minkoff, 1994)
12. Fargo (Fargo, Joel Coen, 1996)
13. As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County, Clint Eastwood, 1995)
14. Barton Fink – Delírios de Hollywood (Barton Fink, Joel Coen, 1991)
15. Matrix (The Matrix, Andy & Lana Wachowski, 1999)
16. Short Cuts – Cenas da Vida (Short Cuts, Robert Altman, 1993)
17. Clube da Luta (Fight Club, David Fincher, 1999)
18. O Grande Lebowski (The Big Lebowski, Joel Coen, 1998)
19. O Pagamento Final (Carlito’s Way, Brian de Palma, 1993)
20. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, James Cameron, 1991)

Desta vez, foram 24 os votantes. Houve algumas reclamações sobre a presença de O Rei Leão (meu filme preferido da década em questão). Interessante porque, a meu ver, O Rei Leão e Matrix foram as únicas exceções à característica mais marcante da lista: o apego a diretores. Apenas esses dois entraram na lista sem contar com o “selo de qualidade diretor X”. Se poderia até colocar Jonathan Demme como outra exceção a essa regra, posto que passa longe de ser adorado – pelo menos no que se refere ao público votante – mas ainda assim é conhecido e respeitado, de forma geral. Do lado positivo, é excelente ver Além da Linha Vermelha na segunda colocação.

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