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Prosseguindo no relato da preparação da minha iminente mudança para a Austrália, hoje vou descrever o processo pelo qual determinei para qual país eu iria. A meu ver, é necessário equilibrar o conhecimento teórico que se tem sobre outras nações com as opiniões de quem efetivamente já esteve nesses locais. Em virtude das várias mudanças pelas quais passei ao longo dos anos – e que já relatei tanto na sessão “O Autor” como em alguns artigos pelo blog – conheci gente que já morou nos Argentina, Bolívia, EUA, Canadá, Inglaterra, Irlanda, França, Espanha, Alemanha, Itália, Israel e Austrália. Para mim, foi bastante natural optar por países de língua inglesa, da qual gosto muito e que já estudei bastante. Assim sendo, as concorrentes naturais ficaram sendo Austrália, Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Irlanda.

Do que eu fiquei sabendo sobre esses países por reportagens, livros, filmes e programas de TV, o Canadá oferece boa qualidade de vida e opções culturais acessíveis. A Inglaterra é o berço da maioria das minhas bandas preferidas, além de sediar lugares históricos que merecem ser visitados. Estados Unidos, a grande potência, a terra do cinema – que vocês devem saber que é a minha paixão – cheia de lugares que a sétima arte imortalizou. Cultura peculiar, bom humor, ótimas bandas e Guinness como se fosse água são os atrativos da Irlanda. A Austrália, por fim, é o país do exotismo (talvez uma visão bastante parecida com a que muitos devem ter do Brasil), dos animais e paisagens diferentes, das poucas metrópoles e vastas áreas esparsamente ocupadas. Obviamente, cada um desses lugares tem suas vantagens. Algo que chamou minha atenção, conversando com quem já havia morado fora, é que sempre havia alguma reclamação – em geral coisas pequenas – sobre Inglaterra, Irlanda, Canadá e EUA. E não sobre a Austrália. Da terra dos cangurus, amigo nenhum reclamava.

Uma outra questão, e aqui entra uma preferência pessoal importante, é o clima. Os climas da Austrália e dos Estados Unidos são variados como o do Brasil, sendo possível encontrar locais com características que agradem a pessoas de opiniões diferentes. No meu caso, não gosto de frio intenso e prolongado, o que praticamente excluiu Canadá, Irlanda e Inglaterra logo de cara. Facilidade de acesso e também de permanência são outros dois fatores importantes. Irlanda e Austrália têm fama de serem acessíveis a estrangeiros, enquanto entrar nos EUA pode ser complicado. A Austrália conta com a vantagem de ser vista como muito cosmopolita abrigando comunidades de cidadãos de várias origens. Além disso, na Austrália é permitido trabalhar legalmente com visto de estudante. A essa altura, deve ter ficado claro que minha decisão já estava essencialmente tomada. Foi um feliz bônus saber que duas amigas minhas estavam na iminência de viajar para a Austrália. Encontrar um curso alinhado com minha expectativa também valeu pontos, porém acredito que isso poderia ter acontecido no caso dos outros quatro países – e todos eles contam com instituições de ensino conceituadas.

Dessa forma, no meu caso um grande grupo de fatores terminou por tornar a definição relativamente simples acerca de qual país deveria ser meu destino. O próximo passo foi pesquisar agências de intercâmbio. E disso eu tratarei no próximo texto da série.

Mais textos da série:

Vou para a Austrália
Diário de um Intercâmbio: o início
Diário de um Intercâmbio – pt 3: a escolha da agência