Olá, meus caros. Estou de volta para compartilhar mais um pouco do processo de intercâmbio que me levará, dentro de poucos dias, para a Austrália. Já falei de como a ideia surgiu e se desenvolveu até tornar-se uma determinação, e de como o país foi selecionado. Agora, vou contar como cheguei à agência que escolhi. Conforme eu comentei no primeiro texto da série, antes mesmo de decidir ir em frente, eu já havia passado por uma empresa de intercâmbio apenas para pegar as informações superficiais. No caso, foi no posto do grupo Intercultural em Porto Alegre. Naquela época, eu havia pego orçamento para um curso de administração em Sydney, pois o grupo não oferecia cursos da área de engenharia – eu disse ao agente que preferia estudar algo que me fosse mais útil do que o inglês que eu já falo. Além disso, o atendente me ofereceu um orçamento de curso de inglês na Irlanda – cujo valor era mais acessível. Posso dizer que fui bem atendido e, dentro do possível, o agente tentou encontrar um curso que se aproximasse da minha expectativa.
Não obstante, agora que a pesquisa não seria mais superficial e hipotética, a pesquisa precisava ser mais criteriosa. Conversei com alguns conhecidos sobre agências de intercâmbio e as usual suspects apareceram sempre nas conversas: CI, Intercultural e STB. Além delas, Egali e World Study, menos conhecidas (pelo menos por mim), também foram citadas. Com cinco agências por visitar, dediquei um dia a isso. É necessário dizer que conversas com agentes de intercâmbio tendem a ser demoradas. Quem está interessado em se informar bem deve reservar não menos que uma hora para tratar com o funcionário da empresa. A conversa inclui possíveis destinos, cursos oferecidos, valores, procedimentos legais e burocráticos, possíveis problemas, prazos, além de particularidades que cada empresa possa oferecer. Dentre essas particularidades estão, por exemplo, agências nas cidades estrangeiras. Não é necessário explicar porque é uma grande vantagem contar com uma equipe de brasileiros para ajudar o viajante quando ele já estiver no país de destino. A Egali (primeira das agências que visitei) oferece a Egali House, um espaço onde o estudante pode se acomodar no período de adaptação. Nenhuma das outras agências demonstrou ter algo com o mesmo nível de qualidade. O valor, entretanto, era mais alto que as opções de acomodação das outras. A vantagem, pelo menos no caso da Egali House Sydney, é a localização central, perto de onde ficam as principais escolas e as oportunidades de emprego.
Depois da Egali (agência Marcelo Gama), passei por World Study, Intercultural, STB (agência Quintino Bocaiuva) e CI, nessa ordem. As conversas não mudaram muito de uma para outra. Essencialmente, todas tinham a me oferecer cursos de inglês (convencional ou voltado aos negócios – o business English); nenhuma tinha cursos de engenharia, como eu gostaria. Em todas, fui bem atendido, por pessoas sorridentes e dedicadas, que não se importavam em dedicar vastas porções de seu dia a conversar com o mesmo cliente. O que variava eram os valores e as escolas com as quais cada agência trabalha. Esse é mais um detalhe importante a ter em mente, algumas escolas são mais exigentes, mas suas aulas são melhores e os diplomas recebem mais reconhecimento. Se eu tivesse que escolher entre uma das cinco empresas visitadas até aquele momento, teria sido a Egali House. Em segundo lugar ficaria a CI, em função de boas recomendações. A única que eu cortaria como opção é a World Study, pois uma amiga minha enfrentou inúmeros problemas ao tentar viajar com eles – e digo tentar porque ela eventualmente desistiu de ir ao Canadá, como queria, e foi à Irlanda seis meses depois. Eu já sabia disso quando fiz essa pesquisa, mas quis tê-los como parâmetro de comparação assim mesmo. Mas eu ainda não havia acabado de pesquisar.
Depois dessa rodada pelas agências mais abrangentes, percebi que o caminho natural seria buscar opções direcionadas ao que eu procurava. Assim sendo, busquei por empresas especializadas em intercâmbio para a Austrália e descobri a Ozzy Study e a Information Planet. Visitei as duas na mesma tarde, já tendo muita informação acumulada das visitas às outras agências. Devo ter ficado não menos que duas horas em cada uma delas. Em ambas, fui muito bem atendido. E, conforme o esperado, ambas possuíam uma gama de cursos muito maior. Por trabalharem especificamente com a Austrália, elas tinha convênio com faculdades, escolas técnicas e outras instituições de ensino, oferecendo cursos de todos os tipos, durações e faixas de preço, desde os cursos básicos de inglês até cursos variados de pós-graduação. Tanto uma quanto a outra ofereciam o mesmo curso, na mesma instituição, e foi o que escolhi: advanced diploma of structural engineering, na TAFE NSW – uma grande e reconhecida rede de ensino público australiana. Os valores e opções de acomodação inicial eram semelhantes; ambas possuem agências em Sydney para oferecer apoio continuado ao viajante. No fim das contas, optei pela Ozzy Study por uma questão de afinidade.
Desde então, a agência tem feito um belo trabalho de me atender e me ajudar a passar por todas as etapas do processo. Recebi as informações necessárias em prazo hábil (a única que será dada com pouco prazo é a última antes da viagem: onde ficarei hospedado quando chegar) e pude contar sempre com a boa vontade do casal dono da agência de Porto Alegre. É claro que se, no futuro, eles pisarem na bola, eu virei ao blog e relatarei para vocês, leitores. Mas por enquanto posso dizer sem receios que recomendo a Ozzy Study para quem procura intercâmbios para a Austrália. Minha amiga Fernanda viajou pela Information Planet e também recomenda. Mais importante do que recomendações pessoais, entretanto, é que vocês saibam que é importante pesquisar várias agências, dedicar tempo para absorver as informações e poder fazer a melhor escolha, de acordo com as prioridades de cada um. E por enquanto é isso.
Mais textos da série:
Vou para a Austrália
Diário de um Intercâmbio: o início
Diário de um Intercâmbio – pt 2: a escolha do país

