Olá, meus caros. Estou de volta para compartilhar mais um pouco do processo de intercâmbio que me levará, dentro de poucos dias, para a Austrália. Já falei de como a ideia surgiu e se desenvolveu até tornar-se uma determinação, e de como o país foi selecionado. Agora, vou contar como cheguei à agência que escolhi. Conforme eu comentei no primeiro texto da série, antes mesmo de decidir ir em frente, eu já havia passado por uma empresa de intercâmbio apenas para pegar as informações superficiais. No caso, foi no posto do grupo Intercultural em Porto Alegre. Naquela época, eu havia pego orçamento para um curso de administração em Sydney, pois o grupo não oferecia cursos da área de engenharia – eu disse ao agente que preferia estudar algo que me fosse mais útil do que o inglês que eu já falo. Além disso, o atendente me ofereceu um orçamento de curso de inglês na Irlanda – cujo valor era mais acessível. Posso dizer que fui bem atendido e, dentro do possível, o agente tentou encontrar um curso que se aproximasse da minha expectativa.

Não obstante, agora que a pesquisa não seria mais superficial e hipotética, a pesquisa precisava ser mais criteriosa. Conversei com alguns conhecidos sobre agências de intercâmbio e as usual suspects apareceram sempre nas conversas: CI, Intercultural e STB. Além delas, Egali e World Study, menos conhecidas (pelo menos por mim), também foram citadas. Com cinco agências por visitar, dediquei um dia a isso. É necessário dizer que conversas com agentes de intercâmbio tendem a ser demoradas. Quem está interessado em se informar bem deve reservar não menos que uma hora para tratar com o funcionário da empresa. A conversa inclui possíveis destinos, cursos oferecidos, valores, procedimentos legais e burocráticos, possíveis problemas, prazos, além de particularidades que cada empresa possa oferecer. Dentre essas particularidades estão, por exemplo, agências nas cidades estrangeiras. Não é necessário explicar porque é uma grande vantagem contar com uma equipe de brasileiros para ajudar o viajante quando ele já estiver no país de destino. A Egali (primeira das agências que visitei) oferece a Egali House, um espaço onde o estudante pode se acomodar no período de adaptação. Nenhuma das outras agências demonstrou ter algo com o mesmo nível de qualidade. O valor, entretanto, era mais alto que as opções de acomodação das outras. A vantagem, pelo menos no caso da Egali House Sydney, é a localização central, perto de onde ficam as principais escolas e as oportunidades de emprego.

Depois da Egali (agência Marcelo Gama), passei por World Study, Intercultural, STB (agência Quintino Bocaiuva) e CI, nessa ordem. As conversas não mudaram muito de uma para outra. Essencialmente, todas tinham a me oferecer cursos de inglês (convencional ou voltado aos negócios – o business English); nenhuma tinha cursos de engenharia, como eu gostaria. Em todas, fui bem atendido, por pessoas sorridentes e dedicadas, que não se importavam em dedicar vastas porções de seu dia a conversar com o mesmo cliente. O que variava eram os valores e as escolas com as quais cada agência trabalha. Esse é mais um detalhe importante a ter em mente, algumas escolas são mais exigentes, mas suas aulas são melhores e os diplomas recebem mais reconhecimento. Se eu tivesse que escolher entre uma das cinco empresas visitadas até aquele momento, teria sido a Egali House. Em segundo lugar ficaria a CI, em função de boas recomendações. A única que eu cortaria como opção é a World Study, pois uma amiga minha enfrentou inúmeros problemas ao tentar viajar com eles – e digo tentar porque ela eventualmente desistiu de ir ao Canadá, como queria, e foi à Irlanda seis meses depois. Eu já sabia disso quando fiz essa pesquisa, mas quis tê-los como parâmetro de comparação assim mesmo. Mas eu ainda não havia acabado de pesquisar.

Depois dessa rodada pelas agências mais abrangentes, percebi que o caminho natural seria buscar opções direcionadas ao que eu procurava. Assim sendo, busquei por empresas especializadas em intercâmbio para a Austrália e descobri a Ozzy Study e a Information Planet. Visitei as duas na mesma tarde, já tendo muita informação acumulada das visitas às outras agências. Devo ter ficado não menos que duas horas em cada uma delas. Em ambas, fui muito bem atendido. E, conforme o esperado, ambas possuíam uma gama de cursos muito maior. Por trabalharem especificamente com a Austrália, elas tinha convênio com faculdades, escolas técnicas e outras instituições de ensino, oferecendo cursos de todos os tipos, durações e faixas de preço, desde os cursos básicos de inglês até cursos variados de pós-graduação. Tanto uma quanto a outra ofereciam o mesmo curso, na mesma instituição, e foi o que escolhi: advanced diploma of structural engineering, na TAFE NSW – uma grande e reconhecida rede de ensino público australiana. Os valores e opções de acomodação inicial eram semelhantes; ambas possuem agências em Sydney para oferecer apoio continuado ao viajante. No fim das contas, optei pela Ozzy Study por uma questão de afinidade.

Desde então, a agência tem feito um belo trabalho de me atender e me ajudar a passar por todas as etapas do processo. Recebi as informações necessárias em prazo hábil (a única que será dada com pouco prazo é a última antes da viagem: onde ficarei hospedado quando chegar) e pude contar sempre com a boa vontade do casal dono da agência de Porto Alegre. É claro que se, no futuro, eles pisarem na bola, eu virei ao blog e relatarei para vocês, leitores. Mas por enquanto posso dizer sem receios que recomendo a Ozzy Study para quem procura intercâmbios para a Austrália. Minha amiga Fernanda viajou pela Information Planet e também recomenda. Mais importante do que recomendações pessoais, entretanto, é que vocês saibam que é importante pesquisar várias agências, dedicar tempo para absorver as informações e poder fazer a melhor escolha, de acordo com as prioridades de cada um. E por enquanto é isso.

Mais textos da série:

Vou para a Austrália
Diário de um Intercâmbio: o início
Diário de um Intercâmbio – pt 2: a escolha do país

 

 

 

 

 

 

 

 

Until now, every time a year ended, I’d publish the list of movies I’d seen from that year, in order of preference. I’ve decided to do things differently in 2012; I’ll announce my favorites by category, à la Oscars – although not with the exact same categories as the Academy Awards. It’s important to remind you that only movies released commercially in Brazil between January 1st and December 31st 2011 are eligible – and by commercially I mean movies shown only in festivals don’t count. People who like that list I used to published shouldn’t worry: it will be found in the end of this text. But before that…

Breakthrough performance *

Elle Fanning – actress, for Somewhere and Super 8
Frankie and George McLaren – actors, for Hereafter
George Nolfi – director, for The Adjustment Bureau
J.C. Chandor – writer, for Margin Call
Jennifer Lawrence – actress, for Winter’s Bone and X-Men: First Class

And the award goes to: Jennifer Lawrence.

Best Makeup

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Incendies
Let Me In
True Grit
X-Men: First Class

And the award goes to: X-Men: First Class.

Best Art Direction

Copie Conforme
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Let Me In
Midnight in Paris
Winter’s Bone

And the award goes to: Midnight in Paris.

Best Costume Design

Black Swan
Bruna Surfistinha
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Midnight in Paris
Sucker Punch

And the award goes to: Midnight in Paris.

Best Visual Effects

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Melancholia
Sucker Punch
Super 8
The Tree of Life

And the award goes to: Melancholia.

Best Sound Effects

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Sucker Punch
Super 8
The Tree of Life
True Grit

And the award goes to: Super 8.

Best Soundtrack **

Hanna
Hereafter
Midnight in Paris
Somewhere
The Tree of Life

And the award goes to: Midnight in Paris.

Best Cinematography

Hereafter
Melancholia
Midnight in Paris
The Tree of Life
Winter’s Bone

And the award goes to: The Tree of Life.

Best Adapted Screenplay

The Adjustment Bureau
In a Better World
Incendies
True Grit
X-Men: First Class

And the award goes to: X-Men: First Class.

Best Original Screenplay

Hereafter
Margin Call
Midnight in Paris
Somewhere
Super 8

And the award goes to: Hereafter.

Best Editing

The Adjustment Bureau
Black Swan
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Melancholia
The Tree of Life

And the award goes to: The Tree of Life.

Best Performance by a Cast

The Adjustment Bureau
The Fighter
Hereafter
In a Better World
Margin Call

And the award goes to: The Fighter.

Best Performance by an Actress in a Supporting Role

Charlotte Gainsbourg – Melancholia
Mélissa Désormeaux-Poulin – Incendies
Melissa Leo – The Fighter
Melissa McCarthy – Bridesmaids
Mila Kunis – Black Swan

And the award goes to: Mélissa Désormeaux-Poulin.

Best Performance by an Actor in a Supporting Role

Christian Bale – The Fighter
John Hawkes – Winter’s Bone
Matt Damon – True Grit
Maxim Gaudette – Incendies
Michael Fassbender – X-Men: First Class

And the award goes to: John Hawkes.

Best Performance by an Actress in a Leading Role

Deborah Secco – Bruna Surfistinha
Jennifer Lawrence – Winter’s Bone
Kirsten Dunst – Melancholia
Natalie Portman – Black Swan
Trine Dyrholm – In a Better World

And the award goes to: Natalie Portman.

Best Performance by an Actor in a Leading Role

Colin Firth – The King’s Speech
James Franco – 127 Hours
Javier Barden – Biutiful
Mikael Persbrandt – In a Better World
William Shimell – Certified Copy

And the award goes to: Colin Firth.

Best Directing

Clint Eastwood – Hereafter
The Coen Brothers – True Grit
Lars Von Trier – Melancholia
Terrence Malick – The Tree of Life
Woody Allen – Midnight in Paris

And the award goes to: Terrence Malick.

Best Film

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
In a Better World
Melancholia
Midnight in Paris
The Tree of Life

And the big winner is The Tree of Life, best movie of 2011.

In total, 25 different films were nominated. The ones most mentioned were The Tree of Life, Harry Potter, Midnight in Paris and Melancholia, with 7 nominations each. The ones that got the most awards were The Tree of Life (4), Midnight in Paris (3) and X-Men (2). Other eight movies shared the remaining prizes.

Here goes the list of the movies I’ve seen, in order of preference.

01. The Tree of Life (Terrence Malick, 2011)
02. Midnight in Paris (Woody Allen, 2011)
03. Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 (David Yates, 2011)
04. In a Better World (Haevnen, Susanne Bier, 2010)
05. Melancholia (Lars Von Trier, 2011)
06. X-Men: First Class (Matthew Vaughn, 2011)
07. Black Swan (Darren Aronofski, 2010)
08. The Adjustment Bureau (George Nolfi, 2011)
09. True Grit (Joel & Ethan Coen, 2010)
10. The Fighter (David O. Russel, 2010)
11. Somewhere (Sofia Coppola, 2010)
12. Hereafter (Clint Eastwood, 2010)
13. Incendies (Denis Villeneuve, 2010)
14. Margin Call (J.C. Chandor, 2011)
15. Super 8 ( J.J. Abrams, 2011)
16. Fast Five (Justin Lin, 2011)
17. Bruna Surfistinha (Marcus Baldini, 2011)
18. Let Me In (Matt Reeves, 2010)
19. Hanna (Joe Wright, 2011)
20. 127 Hours (Danny Boyle, 2010)
21. Captain America: The First Avenger (Joe Johnston, 2011)
22. The King’s Speech (Tom Hooper, 2010)
23. Blue Valentine (Derek Cianfrance, 2010)
24. Easy A (Will Gluck, 2010)
25. Certified Copy (Copie conforme, Abbas Kiarostami, 2010)
26. Winter’s Bone (Debra Granik, 2010)
27. Trust (David Schwimmer, 2010)
28. Biutiful (Alejandro Gonzáles Iñárritu, 2010)
29. Sucker Punch (Zack Snyder, 2011)
30. Breaking the Taboo (Quebrando o Tabu, Fernando Grostein Andrade, 2011)
31. Fright Night (Craig Gillespie, 2011)
32. Rise of the Planet of the Apes (Rupert Wyatt, 2011)
33. Rabbit Hole (John Cameron Mitchell, 2010)
34. Unstoppable (Tony Scott, 2010)
35. Friends with Benefits (Will Gluck, 2011)
36. Cowboys & Aliens (Jon Favreau, 2011)
37. Thor (Kenneth Branagh, 2011)
38. The Illusionist (L’illusionniste, Sylvain Chomet, 2010)
39. The Troll Hunter (Trolljegeren, André Ovedral, 2010)
40. Bridesmaids (Paul Feig, 2011)
41. Priest (Scott Charles Stewart, 2011)
42. Contagion (Steven Soderbergh, 2011)
43. Green Lantern (Martin Campbell, 2011)
44. Scream 4 (Wes Craven, 2011)
45. TheSilent House (La casa muda, Gustavo Hernández, 2010)
46. Shark Night 3D (David R. Ellis, 2011)
47. Primal (Josh Reed, 2010)

* The breakthrough performance award doesn’t refer exclusively to artists who had never been in any film before; on the contrary, it may include artists who had never had the opportunity to stand out, but managed to do so when said opportunity was provided. In the category in question, the performance evaluated is the one in the job mentioned – for example, although J.C. Chandor is also the director of Margin Call, he stands out for his job as a writer (and his job as a director didn’t add or subtract from his chance to win).

** Unlike the Oscars, here there is no distinction between soundtrack composed directly for the movie and soundtrack that uses preexisting music. The film that best used music to creat atmosphere and add to the narrative gets awarded.

 

 

 

 

 

 

 

 

Até o ano passado, eu publicava no blog a minha lista de preferência dos filmes do ano anterior. Resolvi fazer diferente em 2012; vou divulgar minhas preferências por categoria, à la Oscar – embora não exatamente as mesmas categorias do prêmio da AMPAS. Vale lembrar que só são elegíveis filmes lançados comercialmente no Brasil entre primeiro de janeiro e 31 de dezembro de 2011 – e por comercialmente entenda-se que não contam filmes exibidos apenas em mostras ou festivais. Quem gosta daquela lista que eu publicava não precisa se preocupar: ela estará no fim desta postagem. Mas antes…

Artista revelação *

Elle Fanning – atriz, por Um Lugar Qualquer e Super 8
Frankie e George McLaren – atores, por Além da Vida
George Nolfi – diretor, por Os Agentes do Destino
J.C. Chandor – roteirista, por Margin Call – O Dia Antes do Fim
Jennifer Lawrence – atriz, por Inverno da Alma e X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: Jennifer Lawrence.

Melhor Maquiagem

Bravura Indômita
Deixe-Me Entrar
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Incêndios
X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: X-Men: Primeira Classe.

Melhor Direção de Arte

Cópia Fiel
Deixe-Me Entrar
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Inverno da Alma
Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhor Figurino

Bruna Surfistinha
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Meia-Noite em Paris
Sucker Punch – Mundo Surreal

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhores Efeitos Visuais

A Árvore da Vida
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Melancolia
Sucker Punch – Mundo Surreal
Super 8

E o prêmio vai para: Melancolia.

Melhores Efeitos Sonoros

A Árvore da Vida
Bravura Indômita
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Sucker Punch
Super 8

E o prêmio vai para: Super 8.

Melhor Trilha Sonora **

Além da Vida
A Árvore da Vida
Hanna
Um Lugar Qualquer
Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Meia-Noite em Paris.

Melhor Fotografia

Além da Vida
A Árvore da Vida
Inverno da Alma
Meia-Noite em Paris
Melancolia

E o prêmio vai para: A Árvore da Vida.

Melhor Roteiro Adaptado

Os Agentes do Destino
Bravura Indômita
Em um Mundo Melhor
Incêndios
X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: X-Men: Primeira Classe.

Melhor Roteiro Original

Além da Vida
Margin Call – O Dia Antes do Fim
Meia-Noite em Paris
Um Lugar Qualquer
Super 8

E o prêmio vai para: Além da Vida.

Melhor Edição

Os Agentes do Destino
A Árvore da Vida
Cisne Negro
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Melancolia

E o prêmio vai para: A Árvore da Vida.

Melhor Desempenho de Elenco

Além da Vida
Os Agentes do Destino
Em um Mundo Melhor
Margin Call – O Dia Antes do Fim
O Vencedor

E o prêmio vai para: O Vencedor.

Melhor Atuação Coadjuvante Feminina

Charlotte Gainsbourg – Melancolia
Mélissa Désormeaux-Poulin – Incêndios
Melissa Leo – O Vencedor
Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento
Mila Kunis – Cisne Negro

E o prêmio vai para: Mélissa Désormeaux-Poulin.

Melhor Atuação Coadjuvante Masculina

Christian Bale – O Vencedor
John Hawkes – Inverno da Alma
Matt Damon – Bravura Indômita
Maxim Gaudette – Incêndios
Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

E o prêmio vai para: John Hawkes.

Melhor Atuação Feminina

Deborah Secco – Bruna Surfistinha
Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
Kirsten Dunst – Melancolia
NataliePortman – Cisne Negro
Trine Dyrholm - Em um Mundo Melhor

E o prêmio vai para: Natalie Portman.

Melhor Atuação Masculina

Colin Firth – O Discurso do Rei
James Franco – 127 Horas
Javier Barden – Biutiful
Mikael Persbrandt – Em um Mundo Melhor
William Shimell – Cópia Fiel

E o prêmio vai para: Colin Firth.

Melhor Direção

Clint Eastwood – Além da Vida
Irmãos Coen – Bravura Indômita
Lars Von Trier – Melancolia
Terrence Malik – A Árvore da Vida
Woody Allen – Meia-Noite em Paris

E o prêmio vai para: Terrence Malick.

Melhor Filme

A Árvore da Vida
Em um Mundo Melhor
Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2
Meia-Noite em Paris
Melancolia

E o grande vencedor é A Árvore da Vida, melhor filme de 2011.

No total, 25 filmes diferentes receberam indicações. Os mais indicados foram A Árvore da Vida, Harry Potter, Meia-Noite em Paris e Melancolia, com 7 indicações cada um. Os que levaram mais prêmios foram A Árvore da Vida (4), Meia-Noite em Paris (3) e X-Men (2).  Outros oito filmes dividiram os prêmios restantes.

Aqui vai a lista dos filmes que eu vi, em ordem de preferência.

01. A Árvore da Vida (The Tree of Life, Terrence Malick, 2011)
02. Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, Woody Allen, 2011)
03. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2, David Yates, 2011)
04. Em um Mundo Melhor (Haevnen, Susanne Bier, 2010)
05. Melancolia (Melancholia, Lars Von Trier, 2011)
06. X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, Matthew Vaughn, 2011)
07. Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofski, 2010)
08. Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, George Nolfi, 2011)
09. Bravura Indômita (True Grit, Joel & Ethan Coen, 2010)
10. O Vencedor (The Fighter, David O. Russel, 2010)
11. Um Lugar Qualquer (Somewhere, Sofia Coppola, 2010)
12. Além da Vida (Hereafter, Clint Eastwood, 2010)
13. Incêndios (Incendies, Denis Villeneuve, 2010)
14. Margin Call – O Dia Antes do Fim (Margin Call, J.C. Chandor, 2011)
15. Super 8 (idem, J.J. Abrams, 2011)
16. Velozes & Furiosos 5 – Operação Rio (Fast Five, Justin Lin, 2011)
17. Bruna Surfistinha (idem, Marcus Baldini, 2011)
18. Deixe-me Entrar (Let Me In, Matt Reeves, 2010)
19. Hanna (idem, Joe Wright, 2011)
20. 127 Horas (127 Hours, Danny Boyle, 2010)
21. Capitão América – O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, Joe Johnston, 2011)
22. O Discurso do Rei (The King’s Speech, Tom Hooper, 2010)
23. Namorados para Sempre (Blue Valentine, Derek Cianfrance, 2010)
24. A Mentira (Easy A, Will Gluck, 2010)
25. Cópia Fiel (Copie conforme, Abbas Kiarostami, 2010)
26. Inverno da Alma (Winter’s Bone, Debra Granik, 2010)
27. Confiar (Trust, David Schwimmer, 2010)
28. Biutiful (idem, Alejandro Gonzáles Iñárritu, 2010)
29. Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch, Zack Snyder, 2011)
30. Quebrando o Tabu (idem, Fernando Grostein Andrade, 2011)
31. A Hora do Espanto (Fright Night, Craig Gillespie, 2011)
32. Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, Rupert Wyatt, 2011)
33. Reencontrando a Felicidade (Rabbit Hole, John Cameron Mitchell, 2010)
34. Incontrolável (Unstoppable, Tony Scott, 2010)
35. Amizade Colorida (Friends with Benefits, Will Gluck, 2011)
36. Cowboys & Aliens (idem, Jon Favreau, 2011)
37. Thor (idem, Kenneth Branagh, 2011)
38. O Mágico (L’illusionniste, Sylvain Chomet, 2010)
39. O Caçador de Trolls (Trolljegeren, André Ovedral, 2010)
40. Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, Paul Feig, 2011)
41. Padre (Priest, Scott Charles Stewart, 2011)
42. Contágio (Contagion, Steven Soderbergh, 2011)
43. Lanterna Verde (Green Lantern, Martin Campbell, 2011)
44. Pânico 4 (Scream 4, Wes Craven, 2011)
45. A Casa (La casa muda, Gustavo Hernández, 2010)
46. Terror na Água (Shark Night 3D, David R. Ellis, 2011)
47. Primitivo (Primal, Josh Reed, 2010)

* O prêmio de artista revelação não se refere exclusivamente a artistas que nunca haviam participado de nenhum filme, podendo incluir artistas que nunca haviam recebido oportunidade de se destacar, e quando receberam pela primeira vez, souberam aproveitar. Na categoria em questão, é avaliado apenas o desempenho na função estabelecida – por exemplo, embora J.C. Chandor também seja o diretor de Margin Call, ele se destaca na função de roteirista.

** Ao contrário do Oscar, aqui não há distinção entre trilha sonora composta especificamente para o filme e trilha sonora que utiliza música já existente. O filme que melhor utilizou música para criar atmosfera e complementar a narrativa é premiado.

Prosseguindo no relato da preparação da minha iminente mudança para a Austrália, hoje vou descrever o processo pelo qual determinei para qual país eu iria. A meu ver, é necessário equilibrar o conhecimento teórico que se tem sobre outras nações com as opiniões de quem efetivamente já esteve nesses locais. Em virtude das várias mudanças pelas quais passei ao longo dos anos – e que já relatei tanto na sessão “O Autor” como em alguns artigos pelo blog – conheci gente que já morou nos Argentina, Bolívia, EUA, Canadá, Inglaterra, Irlanda, França, Espanha, Alemanha, Itália, Israel e Austrália. Para mim, foi bastante natural optar por países de língua inglesa, da qual gosto muito e que já estudei bastante. Assim sendo, as concorrentes naturais ficaram sendo Austrália, Canadá, Inglaterra, Estados Unidos e Irlanda.

Do que eu fiquei sabendo sobre esses países por reportagens, livros, filmes e programas de TV, o Canadá oferece boa qualidade de vida e opções culturais acessíveis. A Inglaterra é o berço da maioria das minhas bandas preferidas, além de sediar lugares históricos que merecem ser visitados. Estados Unidos, a grande potência, a terra do cinema – que vocês devem saber que é a minha paixão – cheia de lugares que a sétima arte imortalizou. Cultura peculiar, bom humor, ótimas bandas e Guinness como se fosse água são os atrativos da Irlanda. A Austrália, por fim, é o país do exotismo (talvez uma visão bastante parecida com a que muitos devem ter do Brasil), dos animais e paisagens diferentes, das poucas metrópoles e vastas áreas esparsamente ocupadas. Obviamente, cada um desses lugares tem suas vantagens. Algo que chamou minha atenção, conversando com quem já havia morado fora, é que sempre havia alguma reclamação – em geral coisas pequenas – sobre Inglaterra, Irlanda, Canadá e EUA. E não sobre a Austrália. Da terra dos cangurus, amigo nenhum reclamava.

Uma outra questão, e aqui entra uma preferência pessoal importante, é o clima. Os climas da Austrália e dos Estados Unidos são variados como o do Brasil, sendo possível encontrar locais com características que agradem a pessoas de opiniões diferentes. No meu caso, não gosto de frio intenso e prolongado, o que praticamente excluiu Canadá, Irlanda e Inglaterra logo de cara. Facilidade de acesso e também de permanência são outros dois fatores importantes. Irlanda e Austrália têm fama de serem acessíveis a estrangeiros, enquanto entrar nos EUA pode ser complicado. A Austrália conta com a vantagem de ser vista como muito cosmopolita abrigando comunidades de cidadãos de várias origens. Além disso, na Austrália é permitido trabalhar legalmente com visto de estudante. A essa altura, deve ter ficado claro que minha decisão já estava essencialmente tomada. Foi um feliz bônus saber que duas amigas minhas estavam na iminência de viajar para a Austrália. Encontrar um curso alinhado com minha expectativa também valeu pontos, porém acredito que isso poderia ter acontecido no caso dos outros quatro países – e todos eles contam com instituições de ensino conceituadas.

Dessa forma, no meu caso um grande grupo de fatores terminou por tornar a definição relativamente simples acerca de qual país deveria ser meu destino. O próximo passo foi pesquisar agências de intercâmbio. E disso eu tratarei no próximo texto da série.

Mais textos da série:

Vou para a Austrália
Diário de um Intercâmbio: o início
Diário de um Intercâmbio – pt 3: a escolha da agência 

Antes de começar a falar da experiência do jantar de ontem, é necessário identificar a qual restaurante me refiro, uma vez que o hotel Mabu Thermas e Resort, em Foz do Iguaçu/PR, possui vários. Frequentamos o local para celebrar o aniversário de casamento dos meus pais. Nenhum de nós jamais havia frequentado qualquer dos restaurantes do hotel. Durante o dia, a mãe ligou para lá para pedir informações: quando chegamos lá, nem sabíamos que o hotel possuía tantas opções de restaurante, o que já indica que as informações não foram bem transmitidas. Dentre os locais disponíveis, o mais chique só atende mediante reserva, o que não sabíamos. Havia na parte externa um espaço dedicado à culinária oriental, particularmente tailandesa, mas que só nos foi apresentado quando estávamos de saída. Também havia um espaço à la carte dedicado a massas, mas todos nós gostamos de carnes e preferimos o sistema de buffet, já que somos bons de garfo. Acabamos então em um restaurante que foi montado no espaço que eles chamam de Atlântico. Este não consta do site do estabelecimento, o que faz sentido, uma vez que o local é claramente um salão de eventos adaptado para restaurante quando necessário ou possível.

Na imagem acima você pode ver o espaço a que me refiro, exceto que ontem, obviamente, não havia a decoração temática. As mesas eram as mesmas, grandes e circulares, do tipo usado em casamentos ou formaturas, mas que não permitem um encontro mais íntimo entre poucas pessoas, como foi nosso caso. Havia música ao vivo, e o cantor era bastante simpático, mas o espaço grande e alto propagava o barulho, e a música acabava não acrescentando nada de muito positivo. Aliás, o barulho não era pouco.

Vamos à comida. Havia uma mesa com cerca de 10 opções de saladas, e outra com em torno da mesma variedade de frios. O buffet tinha entre suas opções filet mignon, filé de frango, peixe, arroz selvagem e penne – e não muito mais que isso, não oferecendo muita variedade. Não cheguei a experimentar as saladas (salada, para mim, tem que ser simples e sem tempero, ao contrário do que restaurantes de alta classe geralmente oferecem), mas provei todos os queijos e embutidos da mesa de frios. A maioria dos queijos, infelizmente, não tinha gosto de nada. Quanto ao buffet, o filet mignon estava saboroso. O arroz selvagem também. Os demais pratos não ofereciam nada de marcante – embora nenhum estivesse propriamente ruim. Tudo era muito genérico, sem identidade. O buffet de sobremesa também trazia várias opções, dentre elas pudim de leite condensado, torta de limão, mousse de maracujá, brigadeiro e mil folhas. Do brigadeiro, não consegui provar, pois quando cheguei às sobremesas ele havia terminado e não foi reposto (foi substituído por um doce de morango cuja aparência não me chamou muito a atenção). Os demais estavam todos excessivamente doces. O uso de leite condensado foi exagerado, mais claramente nos casos da mousse de maracujá e da torta de limão. Como última opção, uma mesa oferecia frutas flambadas. Não é minha praia, mas a mãe provou. Para início de conversa, as frutas não eram propriamente flambadas (processo no qual uma bebida alcoólica adicionada ao alimento é queimada, evaporando o álcool). E a mãe disse que as frutas não estavam saborosas. No fim das contas, ninguém da família ficou contente com o sabor do jantar oferecido.

Na hora de sair, mais uma surpresa: pelo telefone, a mãe havia sido informada do valor de R$60 por pessoa. O que nos foi cobrado foi R$80. É bem possível que o hotel conte com outro restaurante buffet que custe R$60, mas isso entra na categoria da informação mal dada. É possível resumir a questão financeira assim: esperávamos o custo de R$60, mas pagamos R$80 por algo que valeria, no máximo, R$40 por pessoa. Para ser justo, é necessário dizer que o atendimento dentro do restaurante foi atencioso. Muito pouco, entretanto, para compensar a experiência lamentável que foi o jantar. Recomendo fortemente que o leitor não frequente o espaço em questão. Talvez os demais restaurantes do hotel sejam melhores, mas é algo que minha família e eu não pretendemos descobrir.

O Mabu Thermas e Resort fica na Avenida das Cataratas, 3175, antes do trevo que leva à Argentina.

Como já publiquei aqui no blog alguns meses atrás (e vocês podem ler aqui), em breve embarcarei para a Austrália. Quando eu falei sobre o assunto anteriormente, o pedido de visto ainda estava por ser feito; agora, toda a burocracia está acabada. O visto foi concedido, a matrícula no curso está efetuada, as taxas foram pagas, passagens estão compradas. Em poucos dias, deixo o Brasil pela primeira vez. Ou quase, já que conheço Paraguai e Argentina na região da fronteira com Foz do Iguaçu, onde morei por alguns anos. Mas agora é diferente, não é um passeio até o outro lado de uma ponte. O curso que vou fazer levará dois anos, e é possível que eu não volte ao Brasil nesse período, nem para passar férias, Natal ou ano-novo. É uma empreitada diferente.

Notei que o assunto gera bastante interesse, muita gente faz perguntas, demonstra vontade de eventualmente fazer o mesmo ou compartilha as estórias de quando esteve em situação semelhante. Pensei então em começar eu mesmo a dividir com vocês, leitores, o longo processo que me trouxe até aqui, às vésperas de pegar um avião para o outro lado do mundo. As duas perguntas feitas com mais frequência (e que têm certa semelhança entre si) são de onde veio a ideia e se a decisão foi súbita. Vamos respondê-las. Quando foi que me ocorreu pela primeira vez sair do país é difícil dizer. Foi em algum momento da década de 1990, na qual dois fatores principais se fizeram sentir. Um deles foi ter os primeiros amigos e conhecidos que viajaram para fora. Até meados dos anos 90, turismo internacional era virtualmente impraticável para pessoas comuns; mas com o plano Real e a paridade cambial do início do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso a situação mudou, e famílias de classe média começaram a mandar filhos para curtas temporadas fora do país, em especial na Disney World. Não era o caso da nossa família (até porque somos três irmãos, e se um fosse os outros dois teriam que ir também, mais cedo ou mais tarde). Sinceramente, eu costumava estar tão ocupado jogando futebol com a gurizada do condomínio onde morava que não senti tanta falta assim de viajar, na época. O outro fator foi que nesse período realizei meu curso de inglês. Além de ter desenvolvido verdadeira paixão pela língua, passei a conhecer certos aspectos da cultura de países anglófonos (majoritariamente dos Estados Unidos). Ao longo dos quatro anos e meio de duração do curso, passei a considerar que, de certa forma, viajar para fora do país se tornaria uma realidade para mim naturalmente, mais cedo ou mais tarde.

Depois vieram Porto Alegre, vestibular, faculdade, novos amigos, provas, festas, alegrias, decepções, e a ideia de sair do país ficou não em segundo, mas possivelmente em quarto ou quinto plano. Saindo da graduação, fui direto para o mestrado, e entre os alunos e professores do departamento de pós-graduação conheci mais pessoas que haviam morado fora – e também algumas que foram para fora durante o período em que estive cursando mestrado. O sonho de morar fora voltou à minha mente, mas desta vez eu não quis me afastar da linha planejada desde a época de faculdade. Mantive o foco no Brasil. Concluído o mestrado, veio o primeiro emprego, o segundo, a sensação de estar fazendo as coisas apenas por dinheiro, uma certa inquietação, busca por um novo desafio, algo que me motivasse.

Surgiu a oportunidade de embarcar em uma aventura. Não a viagem, não ainda. Passei a dar aulas de inglês. Esta foi a decisão que me colocou no caminho que me trouxe até aqui. Dentre as pessoas que lecionam língua inglesa, a quantidade de ex-intercambistas é elevada. Conheci muita gente que havia estado recentemente fora do país; os que nunca tinham saído, como eu, ficavam com vontade só por ouvir as estórias. Os que contavam as estórias demonstravam claramente que gostariam de experimentar aquilo tudo de novo. Não poderia haver motivação mais sincera. Além disso, as aulas de inglês me propiciaram praticar a língua diariamente, tanto em termos de fala como de leitura, escrita, gramática, etc. Finalmente, depois de tantas vezes ter considerado a possibilidade, finalmente senti que estava pronto para levar a cabo a ideia de viajar. Eu já havia estado casualmente em uma agência de intercâmbio apenas para ter uma primeira noção do funcionamento (e dos custos) do processo, quando uma amiga, a Fernanda, anunciou que ia para Sydney no início de 2011 – isso em fins de 2010. Estávamos em um restaurante e eu, na hora, perguntei se ela queria companhia.

Então, para responder à segunda pergunta, se a decisão foi súbita: pode parecer que sim, mas não. Um empurrão foi necessário para tornar oficial, mas a decisão se formou ao longo de meses, baseada em uma vontade de anos. Aconteceu que, pela proximidade das datas, não pude acompanhar a Fernanda, mas já no primeiro semestre de 2011 passei a me informar mais a fundo sobre o intercâmbio. Só não viajei mais cedo porque optei por um curso de engenharia, que só tem início duas vezes por ano, e os trâmites para ser aceito em cursos assim são um pouco mais complexos – a maioria dos intercambistas vai para fora fazer cursos de inglês, que oferecem turmas novas a cada semana e cujas exigências são menores. E eu gosto de fazer as coisas de forma planejada – e que me permita controlar os gastos, embora a imprevista alta do dólar tenha me acertado em cheio. Nesse período em que estive planejando a viagem, ainda outra amiga minha, a Vanessa, embarcou também para Sydney, e isso também serviu como motivação. A ideia de pertencer a um grupo de pessoas pode ser bastante forte na hora de confrontar o custo de viajar com os benefícios da jornada. E, acredite, ao fazer um intercâmbio você passará a fazer parte de um grupo. Através de amigos, já conheci outras duas pessoas com o mesmo destino que eu; um, na verdade, já está lá. O outro embarca quase no mesmo dia que eu. Do outro lado do mundo, sim; sozinho, tudo leva a crer que não.

Por hoje, acho que já falei bastante. Gostaria de dizer que o título de “diário” é meramente ilustrativo, não garanto que vá escrever todos os dias sobre o assunto, mas ainda tenho bastante o que compartilhar com vocês. O próximo texto será sobre a escolha do país. Abraços, e até a próxima.

Mais textos da série:

Vou para a Austrália
Diário de um Intercâmbio – pt 2: a escolha do país
Diário de um Intercâmbio – pt 3: a escolha da agência

In the year that ended five days ago, I followed several TV series with focus and frequency as I hadn’t dedicated to TV in quite a few years. I followed, totally or partially, 22 TV series – partially being the ones that didn’t please me much, so I wound up quitting. Among these 22, I chose the ten that I liked best. The rule is that, for the purpose of evaluation, new episodes aired between January 1st and December 31st 2011 count, regardless of what season they’re from. Let’s check the results.

10. The Walking Dead - the seven episodes shown in 2011 greatly oscillated in terms of plot development; for a lot of the time, the show just walked in circles. On the other hand, a promising start and a ravishing finale guarantee an average position – which is not much, for those who expected a top-of-the-line series.

09. Dexter - after the no-better-than-regular fifth season, considered by mostly everyone to be the weakest of the series, Dexter came back for season six approaching religious dilemmas, brought interesting villains, cut screen time for secondary plots (even though it still wasted some time with the expendable Laguerta) and had a few brilliant moments. The main plot’s resolution was less exciting than one might hope, but the cliffhanger left at the final second of the last episode was one of television’s best moments of 2011.

08. Greek - a series that never really took off (at least in Brazil), Greek was put on hold and then came back, in January last year, for a last season of only 10 episodes (against 20 from season 3 and 22 for the first two). What did producers do with these ten episodes? Made them the best of the whole series. Personal plots treated superficially until them gained in depth, comedy worked, and there have been genius moments, such as the episode “All About Beav”. The final episode, entitled “Legacy” honored both its title and the series, masterfully summing up the message that each person is their own way, and learning to live with that, and making the most out of it, is the true lesson of college.

07. Law & Order: Special Victims Unit - two very distinguished periods marked SVU in 2011: the second half of the 12th season brought the classic original line-up, headed by Christopher Meloni and Mariska Hargitay; by the end of that season, Meloni announced he wouldn’t return to the series, which then came back for the 13th cycle with two new detectives. Still in Stabler era, great episodes like Mask, Pursuit, Bombshell and the devastating season finale. In post-Stabler phase, the surprising performances by Danny Pino and Kelli Giddish were enough to thin out doubts about the future of SVU.

06. Game of Thrones - having its fan base among Lord of the Rings lovers, but aiming for a broader audience, the series based on George Martin’s books became a fever. So much so that there was no lack of people eager to overlook the few flaws brought by the show here and there – and trying to force others to do the same. Fanatics aside, Game of Thrones has many more merits than demerits, and in the list of merits we can include cinematography, art direction and specially acting. The cast, which brings many unknown actors, helps maintain the upper level quality of the series.

05. Community - as it has been since the nearly-perfect first season, Community has ups and downs. The downs represent average quality, non-ravishing episodes. The ups, on the other hand, become the best comedy moments – and some of the best all-around moments – out of any running TV series. Last year kicked off with the triad “Asian Population Studies”, Celebrity Pharmacology 212” and “Advanced Dungeons and Dragons”, hilarious and brilliant (and which had the merit of taking the exhibitionism of Chevy Chase – easily the worst actor in the cast – and turning it into something that benefits the whole more than the actor).

04. Homeland - Homeland – the most surprising newcomer of the year, Homeland built, in 12 episodes, a smart, well tied up plot, which flowed very naturally. The beginning was good, but a bit trivial for someone who’s used to spy stories (and I’m an avid Tom Clancy reader). Episode after episode, though, it all just got better. By the end, there were a few bumps, but nothing that could spoil the whole. Claire Danes offers a brilliant performance. It’s a shame that the final cliffhanger was embarrassing, but that’s just a detail.

03. Castle - getting to the podium, a series I’d never seen before, and which I started in 2011. Because it has 24 episodes per season, Castle has some very expendable chapters here and there. The 2011 period, however, ended up privileged. Development in detective Becket’s mother’s murder took many episodes and added incredible amounts of emotion and character development. Add to that episodes like “To Love and Die in L.A.” and the duo “Setup” and “Countdown” (these two, by the way, bring some of TV’s best moments from last year) and Castle would already deserve recognition. Third place in the list is conquered because the series offered nothing more than the best season finale and the best season premiere of the year.

02. Justified - the first season was very good. The second was genius. Surgically prepared dialogues, characters so alive they seemed to jump out of the screen, intelligent plots, character development (even for minor supporting characters), moving moments and a bone-crushing outcome make Justified a mandatory series – which not enough people have been watching.

01. Breaking Bad - do you know how many series in the past months have offered us one of the best seasons of all times? Only one. Only Breaking Bad. Working every aspect of each episode from plot to scenography, from acting to sound effects, Breaking Bad’s fourth season reached such high peaks of geniality that simply don’t allow for comparison with anything that was aired in 2011. Last year, Breaking Bad was better than everything else. It’s that simple.

Obviously, I watched these ten series to their full extent, them being my favorites. For your information, the other series I watched last year were: American Horror Story, The Big Bang Theory, Brothers & Sisters, House, Law & Order: Los Angeles. Terra Nova, Two and a Half Men (completely); The Cape, Desperate Housewives, The Event, The Good Wife, Rookie Blue, Supernatural and Shattered (partially).

Para ler este texto em português, clique aqui.

No ano que acabou há quatro dias, acompanhei várias séries de TV com frequência e atenção como não dedicava a elas fazia alguns anos. Acompanhei, total ou parcialmente, 22 séries – parcialmente sendo aquelas que não me agradaram e das quais acabei desistindo. Dentre essas 22, escolhias dez que mais me agradaram. A regra é que contam para a avaliação os episódios inéditos lançados nos Estados Unidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, independentemente de temporadas. Vamos ao resultado.

10. The Walking Dead – os sete episódios exibidos em 2011 tiveram grandes oscilações em termos de avanço da trama; em muitos momentos, apenas andava-se em círculos. Por outro lado, um começo promissor e um final arrebatador garantem uma posição média – o que é pouco, para quem esperava uma série top.

09. Dexter – depois da razoável quinta temporada, considerada por quase todos como a mais fraca da série, Dexter passou a abordar religião, trouxe vilões interessantes, cortou o tempo das tramas secundárias (embora ainda tenha desperdiçado algum com a dispensável Laguerta) e teve alguns momentos brilhantes. A resolução da trama da temporada foi menos emocionante do que se poderia esperar, mas o cliffhanger deixado no último instante do último episódio foi um dos melhores momentos da televisão em 2011.

08. Greek – uma série que nunca chegou a decolar, Greek foi colocada em espera e voltou, em janeiro do ano passado, para uma última temporada de apenas 10 episódios (contra 20 da terceira e 22 das duas primeiras). O que os produtores fizeram com esses dez episódios? Os melhores da série. Tramas pessoais tratadas até então de forma superficial ganharam profundidade, a comédia funcionou e houve momentos geniais, como o episódio “All About Beav”. O episódio final, intitulado “Legacy” (legado) fez jus ao título e à série, resumindo com maestria a mensagem de que cada um é do seu jeito, e aprender a viver com isso, e extrair o máximo disso, é a verdadeira lição da época de faculdade.

07. Law & Order: Special Victims Unit – dois momentos bem distintos marcaram SVU em 2011: a segunda metade da 12ª temporada trouxe a clássica formação original, encabeçada por Christopher Meloni e Mariska Hargitay; ao fim dessa temporada, Meloni anunciou sua saída da série, que voltou então para o 13º ciclo com dois novos detetives. Ainda na fase Stabler, grandes momentos como Mask, Pursuit, Bombshell e o final arrasador da temporada. Na fase pós-Stabler, o surpreendente desempenho de Danny Pino e Kelli Giddish foi suficiente para dirimir dúvidas sobre o futuro da série.

06. Game of Thrones – baseado na turma que adora O Senhor dos Anéis, mas mirando conquistar um público mais amplo, a série baseada nos livros de George Martin virou febre. Tanto que não faltaram pessoas dispostas a fazer vista grossa a alguns defeitos apresentados aqui e ali – e tentar impor aos outros que fizessem o mesmo. Fanáticos à parte, Game of Thrones tem muitos mais méritos do que deméritos, e na lista de méritos incluem-se a fotografia, a direção de arte e, especialmente, as atuações. O elenco, que conta com muitos desconhecidos, ajuda a sustentar a qualidade da série no patamar superior à média.

05. Community – como vem acontecendo desde a quase perfeita primeira temporada, Community tem altos e baixos. Os baixos representam episódios médios, não arrebatadores. Os altos, por outro lado, se traduzem nos melhores momentos de qualquer comédia e de quase qualquer série de TV existente. O ano passado começou com a trinca “Asian Population Studies”, “Celebrity Pharmacology 212″ e “Advanced Dungeons & Dragons”, hilários e brilhantes (e que tiveram o mérito de pegar o exibicionismo de Chevy Chase – pior ator da série, com sobras – e transformá-lo em algo que serve mais ao conjunto do que ao ator).

04. Homeland – a novata mais surpreendente do ano, Homeland construiu em 12 episódios uma trama inteligente, bem amarrada e que fluiu com muita naturalidade. O início foi bom, mas um tanto banal para quem está acostumado com estórias de espiões (e eu sou leitor assíduo de Tom Clancy). Episódio após episódio, entretanto, a obra só fez melhorar. Já no trecho final houve algumas patinadas, mas nada que comprometesse o conjunto. Claire Danes oferece um desempenho brilhante. Pena que o último cliffhanger tenha sido constrangedor, mas isso é detalhe.

03. Castle – para abrir o pódio, uma série que eu nunca tinha visto, e comecei em 2011. Por ter 24 episódios em cada temporada, Castle tem vários episódios descartáveis. O período de 2011, entretanto, acabou sendo privilegiado. O desenvolvimento do caso do assassinato da mãe da detetive Beckett englobou vários capítulos e adicionou quantidades avassaladoras de emoção e desenvolvimento de personagens. Juntem-se a isso episódios como “To Love and Die in L.A.” e a dupla “Setup” e “Countdown” (esses dois últimos, aliás, trazem alguns dos melhores momentos da TV no ano) e Castle já mereceria bastante destaque. A terceira posição é conquistada porque a série ofereceu nada menos do que o melhor season finale e a melhor season premiere do ano.

02. Justified – a primeira temporada foi muito boa. A segunda foi genial. Diálogos cirurgicamente trabalhados, personagens que pareciam saltar da tela de tão vivos, tramas inteligentes, desenvolvimento de personagens (até dos coadjuvantes menores), momentos emocionantes e um desfecho avassalador tornam Justified uma série obrigatória – e que pouca gente tem visto.

01. Breaking Bad – sabem quantas séries nos últimos meses ofereceram uma das melhores temporadas de todos os tempos? Só uma. Só Breaking Bad. Trabalhando cada aspecto de cada episódio, desde a trama até a cenografia, desde as atuações até os efeitos sonoros, a quarta temporada de Breaking Bad atingiu picos de genialidade que simplesmente não permitem comparação com nada que foi ao ar em 2011. No ano passado, Breaking Bad foi melhor do que todas as outras. Simples assim.

Obviamente, essas dez séries eu assisti em totalidade, já que foram minhas preferidas. A título de informação, as outras séries que eu vi  ao longo do ano passado foram: American Horror Story, The Big Bang Theory, Brothers & Sisters,House, Law & Order: Los Angeles, Terra Nova, Two and a Half Men (na íntegra); The Cape, Desperate Housewives, The Event, The Good Wife, Rookie Blue, Shattered e Supernatural (parcialmente).

To read this in English, click here.

Mais um ano ficou para trás, e mais uma vez temos a retrospectiva, para destacar os meus posts preferidos publicados ao longo de 2011. Contra os 53 posts de 2009 e os 32 de 2010, no ano passado eu adicionei 150 novos textos ao blog, dos quais 113 vieram em português. Os textos em inglês receberam uma retrospectiva própria, publicada ontem (leia aqui). Também publiquei as estatísticas gerais do ano, fornecidas pelo próprio WordPress (leia aqui). Agora é a hora de checar os meus favoritos. Foi difícil escolher 10 textos apenas, dentre esses mais de 100, mas aqui estão os vencedores.

10. São Carlos: TUSCA, Corso e violência

09. Trânsito: lições da Austrália (e uma da Inglaterra)

08. Michael Jackson – Uma Homenagem

07. Os melhores restaurantes japoneses de Porto Alegre

06. Melhores filmes da década de 1930 – a minha lista

05. Debate político no Brasil – parte 2

04. A França pelas lentes do cinema estrangeiro

03. Estudo de caso no cinema de terror: Pânico na Neve (Frozen, Adam Green, 2010)

02. Belo Monte: política, engenharia e lições de Foz do Iguaçu

01. 15 lindas atrizes com menos de 30 anos

É isso aí. Espero que vocês também tenham gostado desses textos. Que venha 2012! Abraços!

In the beginning of 2011 I decided to start posting in English as an addition to the texts in Portuguese that had filled the blog from its early days. Out of the 150 entries to Prós e Contras last year, 37 where written in Shakespeare’s language. And out of those 37, I picked my favorite 10 to review the year we’ve just left behind. Let’s see.

10. Time to cry: 20 very good sad songs

09. Happy birthday, Mila Kunis!

08. Firefly (2002-2003) – English version

07. Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo (Cássia Eller, 1999) – English version

06. The Rule of the Rule

05. Osama Bin Laden (1957-2011) – English version

04. Best movies of the 1930s – My list

03. 15 beautiful actresses under 30

02. The best 10 TV series of all time

01. The 2o most remarkable female characters in cinema

So, that’s it. I hope you liked these texts as much as I did. Cheers!