Quatro dias em Porto Alegre

É impressionante como há coisas em nossa própria cidade que não buscamos conhecer exceto que haja um impulso externo. Para os eventos que eu citei nos posts anteriores, um amigo da época do mestrado ficou hospedado aqui em casa e, é claro, quis aproveitar ao máximo o tempo em Porto Alegre (que ele não conhecia). Eis os lugares aonde fomos:

Churrascaria Porto Belo – almoçamos lá na quinta-feira, meu amigo e eu. Ele fez a propaganda e na sexta voltamos com mais dois visitantes de Brasília. Dizem eles que por lá não se encontra churrascaria barata. Por aqui, com R$13 se come churrasco muito saboroso. A Porto Belo fica na rua São Manoel, 1400.

Copão – é bem verdade que eu frequentava o Copão na época da faculdade. Mas desde então nunca mais tinha estado lá, então foi quase como conhecer. É um lugar simples, mas agradável, a cerveja estava bem gelada e a porção mista (coração, frango e calabresa) é ótima. Ah, e como um amigo do meu amigo estava hospedado no hotel Master, bem ao lado do bar, o Copão foi o ponto de partida. Fomos nada menos do que três vezes. O Copão fica na Lima e Silva, 312.

Dublin – é, eu nunca tinha entrado na Dublin. Confesso que danceterias não são o meio habitat natural, mas gostei dessa. Em especial porque a banda estava ótima. Se chama The Youngles e toca covers de clássicos do rock. Isso sem contar que era uma terça-feira, e mesmo assim tinha um público bom. A Dublin fica na Padre Chagas, 342.

Preto Zé – é, também nunca tinha frequentado. Adorei o ambiente, a banda e o público. Só tive problema com o fato de ele ser todo fechado. E infelizmente foi o lugar em que menos se respeitou a nova lei antifumo. Mas valeu, deu pra dançar uns belos sambas. O Preto Zé fica na João Alfredo, 486.

Santíssimo – provavelmente o lugar mais legal de todos os que conheci essa semana. O ambiente é muito legal, com decoração rústica, o atendimento foi ótimo, e o cardápio traz bastantes opções. Seguindo a sugestão da garçonete, pedimos o prato “linguiça do padre” (ou outro nome de duplo sentido desse tipo, hehehe), que vinha com dois molhos, ambos excelentes. Misturando-se os dois, tinha-se um resultado genial. Me esbaldei. De negativo, apenas o fato de que, das poucas cervejas importadas do cardápio, todas estavam em falta exceto a Quilmes. O Santíssimo fica na Sarmento Leite, 888 (esq. com a Lima e Silva).

Temaky Express – não faz meu estilo, alias, passa longe, tanto em termos de público quanto de ambiente. Tanto que tomamos uma cerveja e saímos rapidinho. E não pretendo voltar. O Temaky Express fica na Padre Chagas, 65.

Ah, e vcs se lembram do meu ranking dos milkshakes? Pois me aproveitando de que os eventos do Ministério das Cidades aconteceram no Instituto Goethe, levei meu amigo e uma colega participante ao Joe’s, onde todos tomamos shakes no sabor Alpino. Vamos dizer apenas que eles gostaram bastante. Eu acerto de vez em quando, hehehe.

Eventos MCidades – O que eu penso

Conforme prometi anteriormente, vou colocar aqui algumas das minhas impressões sobre os eventos dos quais tratei nos posts Plano Nacional do Saneamento Básico – Seminário Regional Sul e Planos Municipais de Saneamento Básico – Região Sul. Se você ainda não os leu, seria interessante fazer isso antes de ler este aqui.

Em primeiro lugar, vale dizer que o esforço atual dedicado ao saneamento é algo sem precedentes no Brasil. Contempla-se, finalmente, a importância dos resíduos sólidos e da drenagem urbana, ao contrário do pensamento anterior voltado quase que exclusivamente a água e esgoto. A nova lei contempla o fato de que as quatro grandes áreas do saneamento não são independentes, e isso por si só já é um grande avanço.

Outra observação é que muitas prefeituras não possuem base para dar início à elaboração de seus planos. Muitas não possuem em seus quadros profissionais qualificados para abordar o assunto. E isso nos remete ao problema que foi indicado como mais importante pelos participantes do seminário: a baixa oferta de profissionais capacitados na área. Isso abre todo um leque de questões. Uma delas é que o saneamento nunca foi considerado prioridade, mesmo com a ascenção das preocupações ambientais. O mundo se preocupa com emissões de carbono, desmatamento, combustíveis fósseis, mas essas são apenas as manifestações em larga escala de um problema mais complexo. Saneamento é proteção ambiental, mas nem sempre é visto dessa forma.

E isso se reflete na atuação dos profissionais deste campo. Os salários são menores, pelo menos quando se fala em engenheiros. E também não há reconhecimento. Pode parecer bobagem para alguns, mas em geral pessoas que se dedicam a esse ramo de atuação se preocupam com o bem estar da sociedade, bem como com o equilíbrio ambiental, sem receber qualquer deferência por isso. Sem contrapartida financeira ou moral, não adianta dizer que precisamos de mais profissionais. E vem daí a importância de falar em política de capacitação de pessoal: quando se fala em política, se está pensando nos meios e nos fins, estando incluido nos meios dar motivos para as pessoas quererem se dedicar ao saneamento.

Sobre os sistemas de informação, senti na pele o problema de não haver uma base de dados consistente quando elaborei minha dissertação. Dados sobre geração de resíduos, constituição dos resíduos, porcentagem de reciclagem, entre outros, apareciam de forma esparsa. Em muitos casos, serviam como ilustração, mas não permitiam comparações profundas, pois não havia padronização alguma. É por isso que vejo com bons olhos a ideia de criar um sistema nacional de informações de saneamento que sirva de referência. Isso torna a informação democrática, permite que municípios aprendam com experiências alheias, torna mais fácil a fiscalização e, obviamente, facilita a pesquisa acadêmica.

Um dos fatores mais positivos dentre os diversos acontecimentos da semana foi a virtual ausência de manifestações partidárias ou ligadas a ideologia política. Tais intervenções podem provavelmente ser contadas nos dedos de uma mão. Isso mostra que a maioria dos envolvidos compreende que essa questão não é eleitoral, mas sim algo que deve ser tratado com seriedade e isenção, visto que o objetivo último é garantir que a sociedade possa usufruir da natureza, sem destruí-la. Qualidade de vida com sustentabilidade, como dizia a nossa frase, criada no início do seminário. Tendo isto em mente, pode-se perceber a importância da participação popular no processo, algo que não foi contestado por ninguém durante os quatro dias. Às vezes pode parecer que decisões estaduais ou federais são conceitos distantes, mas as ações de que se trata aqui são municipais. Todas elas vão afetar diretamente cada cidadão. Cabe a estes, portanto, se manter a par dos acontecimentos, cobrar e fiscalizar as prefeituras e assembleias, bem como, obviamente, fazer sua parte. Com o comprometimento de todos, o sonho pode se tornar uma realidade. E é esta a essência de toda essa conversa.

Para mais informações, vocês podem acessar:

Câmara dos Deputados – onde é possível acessar a lei 11.445/07.
Ministério das Cidades – com informações sobre os esforços do Ministério na questão.

Ou ainda escrever para:

plansab@cidades.gov.br
plansab@desa.ufmg.br – A Universidade Federal de Minas Gerais auxilia o MCidades.

Obs.: adicionei à aba “sobre mim” do blog os links para meu currículo Lattes e para minha dissertação, caso alguém tenha curiosidade.

Planos Municipais de Saneamento Básico – Região Sul

Para entender melhor este post, leia antes esse.

Prosseguindo com os eventos do Ministério das Cidades em solo gaúcho, na quinta-feira foi realizada uma oficina de sensibilização para os assuntos relacionados à elaboração de planos municipais de saneamento básico. Fica difícil falar da quantidade de participantes porque a turma foi dividida por estados, e houve uma grande quantidade de pessoas que chegaram atrasadas. Mas, a julgar pelos representates do Rio Grande do Sul, a participação na oficina foi maior do que no seminário dos dois dias anteriores.

O foco, desta vez, foi levar os representantes municipais a refletirem sobre as tarefas que os esperam no momento de elaborarem seus planos de saneamento. Assim sendo, a atividade inicial proposta para o período da manhã foi escrever o que cada um imaginava serem os primeiros passos para isso. Após a apresentação de uma boa quantidade de sugestões, passou-se à etapa seguinte: organizar as sugestões de acordo com a sequência cronológica em que viriam. No caso do RS, o primeiro passo escolhido foi a sensibilização dos prefeitos – nenhum prefeito estava presente – seguida então pela criação de um comitê interno à prefeitura para estruturar as atividades seguintes. A partir disto, foram citados debates sobre o plano, levantamentos preliminares de dados, mobilização popular, capacitação de quadros, entre outros, muitas vezes sendo essas atividades paralelas, e não sequenciais. O resultado foi bastante proveitoso, abrangendo uma série ampla de atividades. Nem todas elas eram relevantes para todos os municípios, obviamente, já que cada local tem suas peculiaridades e não há receita universalmente aplicável. Mas o conceito por trás da elaboração dos planos tornou-se tangível.

No começo da tarde, os três grupos estaduais se juntaram novamente e foi realizada a leitura dos resultados de cada um, com breves comentários. Por fim, foi apresentada a experiência do município de Penápolis, no noroeste de São Paulo, um exemplo de êxito no planejamento e execução de uma política municipal de saneamento. Dificilmente se poderia pensar em algo mais ilustrativo de uma situação ideal. A autarquia municipal de saneamento oferece serviços que mesclam qualidade e regularidade, e além disso não se atêm ao básico (chama atenção o programa de controle de vetores). Muitas dúvidas dos representantes municipais devem ter ficado esclarecidas, e o próximo passo é que eles consigam realizar a tarefa que elegemos como a primeira: sensibilizar os prefeitos para a importância de elaborar planos municipais de alta qualidade para guiar as ações em saneamento no futuro.

Para finalizar a maratona de atividades, na sexta-feira pela manhã foi realizada uma reunião no Centro Administrativo do Estado, com representantes de vários setores, para tratar da parceria entre Governo Federal e Rio Grande do Sul na elaboração dos planos municipais. Tratou-se de experiências estaduais de mobilização, capacitação de pessoal, de resistência em certos níveis à ideia de alocar recursos e pessoal para atividades desse tipo, entre outros. Falou-se também sobre a importância do acesso a informações, tanto no sentido de embasar melhor os planos quanto no de oferecer transparência ao processo. Nesse sentido, foi apresentado o conceito do novo sistema de informação em desenvolvimento pelo Ministério das Cidades, mais completo e que se comunica melhor com os sistemas utilizados em áreas correlatas ao saneamento (como a saúde ou os recursos hídricos, por exemplo).

Enfim, foi uma semana movimentada e bastante cansativa, mas muito elucidativa. Conheci pessoas inteligentes e com pontos de vista muito interessantes. Mais tarde farei outro post, colocando minhas opiniões sobre tudo isso.

Plano Nacional do Saneamento Básico – Seminário Regional Sul

Antes de mais nada, peço desculpas por ter deixado o blog sem atualização durante quase dez dias. Ao longo da semana que passou, estive envolvido em uma série de atividades focadas em um objetivo: saneamento. Me permito aqui fazer um comentário de ordem pessoal, para contextualizar o que vem a seguir. Enquanto estava cursando Engenharia Civil na UFRGS, fiz estágio no Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre. Foi o meu primeiro contato prático com a engenharia sanitária, e mudou minha vida. Graduado, me mudei para São Carlos, onde fiz mestrado, pela USP, em saneamento. De volta a Porto Alegre, trabalhei para uma empresa de consultoria em engenharia, e enxerguei com meus próprios olhos o lado negro do saneamento (resumidamente, a dependência da vontade política e a incompreensão da importância de proteger o equilíbrio ambiental). Essa decepção, somada à vontade de encarar um desafio novo e ainda um componente financeiro forte me levaram a mudar de área, e trabalhei em uma empresa de serviços ligados à construção civil durante dois anos. Ganhar dinheiro é bom, sem dúvida, mas por si só não satisfaz, e decidi recentemente que está na hora de voltar a trabalhar na área ambiental.

Creio que isso tudo esclarece minha paixão e vocação pelo saneamento, e justifica minha presença nos eventos patrocinados pelo Ministério das Cidades aqui em Porto Alegre, entre os dias 17 e 20 de novembro. O primeiro destes foi o Seminário Regional Sul do Plano Nacional de Saneamento Básico. O motivo principal foi debater em escala regional a situação existente no que diz respeito a saneamento, de forma a reunir subsídios para traçar um caminho que leve ao objetivo máximo da lei 11.445/07: universalizar o acesso ao saneamento básico. Participaram pouco mais de 100 pessoas, entre representantes do governo federal, de órgãos estaduais e municipais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, trabalhadores, Universidades e iniciativa privada.

O início das atividades se deu com a apresentação do panorama do saneamento no país. As conclusões são bastante óbvias: existe desigualdade no acesso ao saneamento básico em termos  geográficos (sendo que a região Nordeste tem os piores índices de acesso), sócio-econômicos (quanto menor a renda, menor o acesso) e entre zonas urbanas e rurais (nas áreas urbanas, os serviços são mais abrangentes). A seguir, passamos do âmbito nacional para o regional. Os presentes foram divididos em oito grupos compostos por oito a dez participantes, e cada grupo teve a incumbência de elaborar uma frase partindo do pressuposto de que estávamos no ano 2031 (horizonte da proposta do Plano Nacional de Saneamento) e havíamos chegado às condições ideais. Ou seja, uma frase no tempo presente descrevendo um ambiente de sucesso. Voltarei a esse assunto mais adiante.

A atividade seguinte foi baseada em seis questões para reflexão:

1. Na sua Região, quais os principais problemas de saneamento básico e as principais dificuldades para alcançar a universalização dos serviços?

2. A participação e o controle social na área de saneamento básico vêm se dando de forma satisfatória?

3. Como vem se dando a relação entre União, Estados e Municípios quanto às ações de saneamento básico?

4. Como a atual política praticada e a gestão dos serviços na sua Região vêm contribuindo ou dificultando para se alcançar a universalização do acesso?

5. E a integração das ações desenvolvidas pelos diferentes órgãos públicos, relacionadas ao saneamento básico? Ela vem possibilitando a otimização e o uso racional dos investimentos?

6. Como você avalia o custo da tarifa de água e esgoto e de limpeza urbana na sua Região? Em geral, qual o peso deste custo no orçamento familiar? Qual o alcance da tarifa social na sua Região?

Fomos divididos dessa vez em cinco grupos, para apontar, mediante estes questionamentos, os principais problemas da Região Sul. Cada grupo poderia trazer de volta à plenária apenas oito problemas considerados principais. Dentre todas as situações indicadas pelos cinco grupos, oito foram escolhidas por votação como as mais significativas. Foram elas:

1. Falta política efetiva de qualificação de pessoal;

2. Falta de clareza nos papéis de cada instância e sobre os investimentos: como e quem fará, considerando o governo nas 3 esferas e as concessionárias;

3. Ausência de estrutura administrativa de saneamento nos municípios;

4. A decisão política muitas vezes não considera a opinião técnica causando problemas;

5. A maior dificuldade é a falta do plano municipal de saneamento ambiental;

6. Ações em educação ambiental deficitárias;

7. Falta transparência na utilização dos recursos para conhecimento e participação das pessoas e;

8. A tarifa é alta e falta qualidade nos serviços prestados em relação ao orçamento familiar.

Faço uma observação, transcrevi a lista conforme a redação original. Essa lista de problemas fundamentou a atividade do dia seguinte, que consistiu em cada um dos cinco grupos apresentar, no máximo, duas propostas para tentar resolver cada um dos oito problemas elencados. A lista completa de soluções eu não possuo, mas o importante é que todas as proposições serão levadas a debate no âmbito do governo federal, de forma a embasar a política nacional de saneamento. Resta a todos torcermos para que a União esteja realmente tão dedicada quanto passa a aparência de estar, e que esse esforço todo – vale salientar que essas atividades foram realizadas em todas as cinco regiões do país – contribua para que um dia vivamos a situação ideal imaginada no início do evento.

E, por falar nisso, a última atividade foi uma votação para eleger a frase, dentre aquelas oito elaboradas no início, que seria a representante dos trabalhos realizados e da situação ideal para a Região Sul. Não querendo me gabar, mas já me gabando, a frase escolhida foi a do meu grupo. O que representa então a nossa visão de uma sociedade ideal, do ponto de vista do saneamento?

“Na Região Sul, o saneamento básico é uma realidade universal, baseada no comprometimento da gestão pública e na consciência da população, gerando qualidade de vida e promovendo a sustentabilidade ambiental.”

Os melhores restaurantes japoneses para almoçar em Porto Alegre

No dia 7 de outubro, pouco mais de um mês atrás, portanto, comecei a elaboração de um ranking para avaliar os restaurantes japoneses de Porto Alegre que oferecem as melhores opções para o almoço. De forma a criar algum padrão, estipulei que só seriam incluídos nesta listagem os estabelecimentos que oferecem buffet livre ou festival. Foram avaliados, por ordem cronológica: Temari, Daimu, Riversides Shikki Café, Gokan Sushi Lounge, Sushi Drive, Gendai e Jappa Sushi.

Para chegar à relação final, foi necessário estabelecer os critérios de avaliação. Isso é algo muito pessoal, sem sombra de dúvida, e todos aqueles “prós” e “contras” que citei para cada restaurante têm seu peso, mas me guiei principalmente por: sabor da comida; preço; variedade; atendimento. Sem mais delongas, vamos ao resultado.

Em sétimo e último lugar ficou o Temari. Um restaurante que tem como único diferencial o preço mais baixo dificilmente poderia deixar de ocupar a “lanterna”.

Em sexto, aparece o Riversides Shikki Café. A comida oferecida não é boa o suficiente para competir com qualquer dos outros participantes (à exceção óbvia do Temari), e o preço não é mais baixo. Candidato a rebaixamento.

Em quinto já temos um bom restaurante, o Sushi Drive. A comida de lá sempre me agradou, mas perde para os concorrentes em variedade, ambiente e principalmente em atendimento. Os detalhes fazem diferença.

Em quarto, quase no pódio, vem o Gendai. É difícil conceber um restaurante japonês com sushi ruim, mas foi o que encontrei lá. Mais difícil ainda é imaginar que um restaurante assim poderia ter outros pratos bons. Mas tem, todo o resto do cardápio é muito saboroso. É possível almoçar sem consumir nenhum sushi e sair de lá satisfeitíssimo.

Em terceito, o que mais subiu no meu conceito, o Daimu. Nas primeiras vezes em que estive lá, a comida não tinha sabor marcante. Era praticamente o único defeito, mas exatamente no quesito mais importante. Dessa vez, a comida melhorou o suficiente para colocá-lo no top 3.

Em segundo, o vencedor do ranking anterior, o Jappa Sushi. Apesar desta última visita ter sido a menos recompensadora dentre todas as vezes que estive no Jappa, a combinação de qualidade, variedade e preço justo é praticamente imbatível. Eu diria mais, para quem gosta de almoçar comida japonesa com frequência, o Jappa Sushi é a melhor opção.

O vencedor, obviamente, é o Gokan Sushi Lounge. O valor elevado prejudica, mas não seria justo derrubar do topo um restaurante que oferece a maior variedade e o melhor sabor, além de um ótimo atendimento, apenas porque ele cobra bastante por isso.

E é isso, depois de 5 semanas, muitos reais gastos e muitos bons almoços, o Gokan Sushi Lounge é o grande campeão. Qualquer hora dessas, eu repito a avaliação, talvez com alguns outros restaurantes na lista. Sugestões?

Jappa Sushi

Hoje foi a vez de prestar uma nova visita ao Jappa Sushi. O restaurante trabalha com buffet de sushi e pratos quentes, e pode ser livre ou a quilo. Nada é servido à mesa. Não fazem parte do buffet sashimis ou temakis. Até minha última visita, eu tinha visão quase imaculada do Jappa Sushi. Virtualmente todos os pratos eram garantia de satisfação, desde o arroz com champignon até os niguiri, nas opções de polvo, salmão, atum, peixe branco e skin. Há ainda uma boa quantidade de pratos que, até onde eu sei, só eles servem no almoço, como os enrolados com salmão por fora.

Desta vez, a experiência não foi tão mágica.  A comida ainda estava excelente, mas alguns detalhes fazem diferença. O arroz citado anteriormente, por exemplo, não estava bem cozido. A carne estava um pouco seca. Bom, tudo bem, esses são apenas os pratos quentes, um “adendo”, por assim dizer. Mas o atum dos sushis também deixou a desejar. Nos niguiri isso ficou ainda mais evidente. Tudo somado, o Jappa ainda é um restaurante com comida deliciosa, mas até hoje eu o considerava intocável dentro da sua categoria.

Para quem lê, pode até parecer que eu não gostei do almoço, o que não é verdade. Me concentrei nos defeitos porque fiquei surpreso com a existência deles, mas a comida do Jappa Sushi é muito, muito boa, há uma vasta gama de opções no buffet, o atendimento é atencioso e eficaz e o preço fica na média dos concorrentes. Sem sombra de dúvidas, é uma das melhores opções para quem quer comer comida japonesa no almoço. O almoço e mais uma garrafa de Aquarius me custaram R$36,19.

Prós: o sabor está entre os melhores, e a variedade de opções também; bom atendimento; é fácil estacionar, e é possível pagar o estacionamento no caixa do proprio restaurante.
Contras: a montagem do niguiri nunca foi boa, até hoje era o único defeito que eu via.

Veredito: é para estar no top 3 restaurantes para almoçar de qualquer apreciador de comida japonesa.

O Jappa Sushi fica no segundo piso do Shopping Total, na av. Cristóvão Colombo, 545.

E com o Jappa, completo a lista de restaurantes avaliados para o ranking dos melhores restaurantes japoneses para almoçar em Porto Alegre. Os outros são:

Gendai Culinária Japonesa
Gokan Sushi Lounge

Sushi Drive
Riversides Shikki Café
Daimu
Temari

O resultado eu vou postar amanhã.

Livemocha

Talvez alguns de vocês já conheçam ou tenham ouvido falar do Livemocha. Meus amigos já, porque fiquei tão empolgado que falei para todo mundo. Trata-se de um site no qual a pessoa se registra para aprender outras línguas. Há uma série de cursos, alguns dos quais pagos, mas muitos gratuitos. Você escolhe o idioma do seu interesse, se matricula em um dos cursos e estuda. Simples assim. O que torna o site ainda mais interessante é que se pode pedir ajuda de pessoas que dominem a linguagem que se tenta aprender.

É claro que, como em qualquer ambiente, algumas pessoas estão mais dispostas a ajudar do que outras. A maneira como o site ajuda a descobrir quem é mais ativo no auxílio aos colegas é atribuir pontos por isso. Também ganha pontos quem estuda bastante, e com isso vem aquele estímulo extra para quem gosta de competir ou de ter um número que expresse seu progresso. Mas isso pode ser um problema, dependendo de quão a sério se leva esse número.

Constatei que os brasileiros são campeões na hora de responder aos exercícios deixados por estrangeiros que estudam nossa língua. Quase que imediatamente à postagem, já há correções feitas por brasileiros. Qual o problema, então? A maioria dessas correções é flagrantemente inútil, nada mais do que um “muito bem” ou equivalente, mesmo quando a resposta ao exercício contém erros graves. Pode ser reflexo da notória falta de domínio que o brasileiro tem sobre o próprio idioma, mas acredito haver também um componente ligado apenas a ganhar mais pontos. Isso obviamente prejudica o aprendizado da pessoa que estuda o português, mas também atrapalha o próprio trapaceiro, que mascara seu aprendizado.

Nada disso altera o fato de que o Livemocha é mais uma das poderosas ferramentas que a internet oferece, deixando ao alcance de qualquer um aprender, mesmo que o básico, de russo, mandarim ou romeno. Sem custo e sem nem ao menos sair de casa. Como bônus, você corre o risco de fazer amigos, ainda mais se tiver boa vontade para ajudá-los quando eles precisarem. Se isso tudo não é suficiente, passe por lá e dê uma olhada na loira suíça que eu estou ajudando a falar português. Quem disse que aquelas aulas não iam trazer benefícios, hein?

55ª Feira do Livro de Porto Alegre

Ontem fiz uma das coisas que mais me dá prazer durante o ano: visitei a Feira do Livro de Porto Alegre. Para quem não é daqui, a Feira do Livro acontece todo ano, entre o fim de outubro e o começo de novembro, na praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. É a maior feira a céu aberto da América Latina, e neste ano reúne nada menos que 169 expositores, entre a área geral, a infantil e juvenil e a internacional. Os livros são vendidos com desconto de, no mínimo, 10%. Uma das maiores atrações são os saldões, aonde as livrarias oferecem livros usados ou de baixa procura por valores de até R$3,00 o livro.

Eu fui à Feira todos os anos entre 1996 e 2003. Depois saí de Porto Alegre e só voltei a frequentar o evento novamente quando retornei, em 2007. Mas nunca deixei de sentir o encanto de ver todos aqueles livros ao redor, a multidão se espremendo para tentar encontrar o que procura, adolescentes e pré-adolescentes procurando, ano após ano, a nova sensação (desta vez, a série Crepúsculo), casais, famílias inteiras, até com crianças de colo, todos mergulhando de cabeça na beleza da literatura. Sou um romântico, admito, hehehe. Eu, pela primeira vez, me concentrei em obras de não ficção voltadas à vida prática. Comprei Freakonomics, de Steven Levitt e Stephen Dubner; Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, de Gustavo Cerbasi; Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki; e a Bescherelle – La conjugaison pour tous, o livro de referência para conjugação de verbos em francês.

Sobre o primeiro, inclusive, o encontrei em um dos estandes, mas como queria dar um volta e fazer um lanche, deixei para comprar depois, quando já estivesse perto de ir embora. Quando voltei, o encontrei onde havia deixado, peguei e fui procurar Pai Rico, Pai Pobre. Enquanto isso, um casal chegou ao meu lado e perguntou ao atendente sobre o Freakonomics. Eu estava com a última unidade. Eles devem ter encontrado em outra loja, e se não encontraram e querem mesmo, em outro dia é provável que seja reposto. Mas são coisas de Feira do Livro. Também vi um senhor comprar dez livros de uma vez. Repito, coisas de Feira do Livro.

E é por isso que eu sou apaixonado por esse evento. Mas me desculpem, tenho que ir ler, hehehe.

Um mês de Prós e Contras

Hoje, 7 de novembro, completa-se o primeiro mês de existência do blog. Quando eu decidi botar em prática a ideia de ter um espaço como este, tinha duas preocupações principais. A primeira é bem típica de quem cobra bastante de si mesmo: “será que vou conseguir atualizá-lo com a qualidade e a frequência que eu gostaria que tivesse?”. A segunda é aquela sobre a qual não se tem controle, por mais que se tente: “será que as pessoas vão querer lê-lo?”.

A frequência de atualização tem sido proveitosa, considero eu. Se os textos têm ou não qualidade, não cabe a mim dizer. O que me surpreendeu positivamente foi que houve, sim, interesse na leitura dos meus escritos. Mais que isso, vários conhecidos me aconselharam a continuar e disseram que tinham interesse no que eu escrevo. E isso tem para mim um peso enorme, pois a meu ver o motivo da existência do Prós e Contras não é ser o espaço onde posso publicar minhas verdades absolutas, mas sim um painel onde “pendurar” algumas reflexões, na esperança de que aqueles que acabam por passar por aqui pelo menos dediquem alguns momentos a questionar crenças e conceitos.

Para ilustrar em números o andamento do blog, até agoram foram 29 posts publicados, com um total de 774 acessos, o que resulta uma média de aproximadamente 25 acessos por dia. Talvez para alguns pareça pouco. Para mim, é uma realização. Deixo aqui meus mais sinceros agradecimentos a todos que acessaram, e mais ainda aos que fizeram comentários e sugestões. E espero que vocês continuem frequentando.

Um grande abraço,
Marcelo

Leis antifumo – características, vantagens e desvantagens

Recentemente escrevi um post sobre a aprovação pela Assembleia Legislativa do RS da lei que restringe o uso de fumo e similares no estado – a chamada lei antifumo (leia aqui). Tenho dois motivos para voltar ao tema: o primeiro é que a governadora Yeda Crusius sancionou a lei na quarta-feira. Conforme consta, a mesma passou a ter validade no momento da publicação no Diário Oficial do Estado. Assim sendo, já é proibido fumar em ambientes coletivos fechados no Rio Grande do Sul.
A segunda razão para retomar o assunto é que percebi, acompanhando as estatísticas de acesso ao blog, que muitas pessoas chegam aqui procurando informações sobre leis antifumo, em especial sobre as vantagens e desvantagens dessas. Assim sendo, acho válido me estender nesta questão. Os prós das leis antifumo têm sido bastante abordados e são óbvios: proteção dos direitos do cidadão não fumante; diminuição dos gastos com saúde pública; incentivo para que mais não fumantes frequentem bares e restaurantes, movimentando a economia local; concientização sobre os males que o fumo causa. A meu ver, para tratar com propriedade dos contras desse tipo de legislação, é necessário definir seu objetivo. Há uma diferença sutil, porém crucial, na forma como a lei pode agir, e essa diferença se exprime bem na possibilidade ou não da criação de espaços reservados a fumantes, os chamados fumódromos. Se a existência de tais ambientes é permitida, o propósito da lei é tão somente o de proteger a população não fumante dos incômodos e riscos da exposição ao cigarro.
No caso oposto, quando os fumódromos são proibidos, a lei não busca apenas garantir os direitos dos não fumantes. Ela se configura, em realidade, como uma ferramenta de combate ao fumo, na tentativa de dissuadir sua prática e diminuir o número de fumantes. Embora eu deteste o cheiro de cigarro, não compactuo com esse viés da legislação utilizada em São Paulo e no Rio de Janeiro. Proibir as pessoas de fumar mesmo em ambientes delimitados e isolados para garantir que não haja interferência sobre os não fumantes é uma medida intolerante. E traz consigo uma outra desvantagem, que é a perda de clientes para estabelecimentos como bares e restaurantes.
Por tudo isso, creio que a lei gaúcha é a melhor das alternativas, visto que não agride os direitos de ninguém, ao mesmo tempo em que evita que a população não fumante fique à mercê dos já bem conhecidos prejuízos da exposição ao cigarro. O mais importante, entretanto, é lembrar que toda e qualquer legislação depende do respeito e do bom senso da população. Não incomodar os outros com a fumaça do cigarro é questão de boa educação e de respeito pelo convívio social.
Ah, sim, e se você não é fumante, faça um favor a si mesmo, não se torne um. Seu corpo agradece.

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Quem vos fala?

Marcelo, homem cheio de opiniões, filho da década de 1980, gaúcho, brasileiro e orgulhoso de assim ser, apesar dos pesares. Apaixonado por cinema, fã de rock (mas sem desmerecer outros gêneros), adorador da culinária japonesa.